A presente investigação centra-se nas propriedades estruturais, semânticas e aspectuais da passiva em Chinês Mandarim (CM) e Português Europeu (PE), revelando divergências sistemáticas entre os dois sistemas linguísticos. As passivas do CM podem ser marcadas por bei ou permanecer não marcadas, dependendo da tendência semântica e do papel semântico entre paciente e agente. Enquanto a omissão do agente preserva a construção passiva com bei, a eliminação simultânea do agente e de bei resulta numa passiva não marcada com propriedades distintas. A omissão do agente em PE alterna apenas entre formas longas e curtas de uma estrutura unificada. Aspectualmente, as passivas do CM exibem propriedades implícitas que requerem interpretação inferencial, demonstrando flexibilidade na combinação com partículas aspectuais: padrão ausente no PE. Este contraste reflete uma assimetria profunda: as passivas do CM são governadas a nível lexical, enquanto as do PE dependem da flexão morfológica. Estas divergências atribuem-se a diferenças tipológicas: a proeminência de tópico e minimalidade morfológica do CM versus a proeminência de sujeito e morfologia flexional rica do PE. Ao examinar como estas propriedades tipológicas restringem as construções passivas, o estudo contribui para compreender a interação entre sistemas morfológicos, mecanismos lexicais e realização da passiva em línguas tipologicamente distintas.
Minsi Hu (Sun,) studied this question.