ENG This publication is part of a collection of articles written by experts of a wide range of areas that are related to the topics covered in SmartVote, namely the relationship between young people politics and how information and disinformation flows impact the way they see democracy. In this article Cristina Monge discusses the centrality of climate issue for democracy. The climate crisis represents the defining challenge of our era — and how democracies respond to it will shape both the ecological and political future. While democratic systems have historically outperformed authoritarian regimes in environmental governance, they face structural vulnerabilities that undermine effective climate action and, if unaddressed, risk damaging democracy itself. Two interconnected spheres concentrate these vulnerabilities: public conversation and political decision-making. On the information side, climate misinformation — ranging from outright denial to delayism and obstructionism — has systematically eroded public trust in science and weakened support for necessary policies. Corporate lobbies, conservative think tanks, and complicit media actors have deliberately seeded doubt, individualised responsibility, and normalised fossil fuel dependence. Social media algorithms have amplified these distortions, while a misapplied norm of "balanced coverage" long granted scientific fringe positions unwarranted equivalence with expert consensus. On the decision-making side, democracies face two structural constraints: space and time. Climate change is inherently transboundary, yet democratic accountability is anchored within state borders — creating coordination failures that international frameworks like the UNFCCC only partially resolve. Equally, electoral cycles of four to five years are structurally ill-suited to long-term ecological commitments, particularly when transition policies are framed as sacrifice rather than necessity. Institutions oriented toward futures thinking — Ministries of the Future, foresight commissions — offer partial remedies, but remain marginal. A third, cross-cutting obstacle is corruption. Research across 144 countries confirms that democratic governance only delivers better climate outcomes where corruption is low. Where it is high, democracies perform no better than authoritarian states. The large financial flows mobilised for climate transition have, paradoxically, increased corruption risks across decarbonisation, renewable energy, and biodiversity policy.Overcoming these challenges — improving information quality, extending democratic time horizons, and combating corruption — is as essential to the health of democracy as it is to the future of the planet. ES Esta publicación forma parte de una recopilación de artículos escritos por expertos de una amplia variedad de ámbitos relacionados con los temas que aborda SmartVote, concretamente la relación entre los jóvenes y la política, y cómo los flujos de información y desinformación influyen en su forma de ver la democracia. En este artículo, Cristina Monge analiza la centralidad de la cuestión climática para la democracia. La crisis climática representa el desafío definitorio de nuestra era, y la forma en que las democracias respondan a ella determinará tanto el futuro ecológico como el político. Aunque los sistemas democráticos han superado históricamente a los regímenes autoritarios en materia de gobernanza ambiental, presentan vulnerabilidades estructurales que socavan la eficacia de la acción climática y que, si no se abordan, pueden llegar a dañar la propia democracia. Dos esferas interconectadas concentran estas vulnerabilidades: la conversación pública y la toma de decisiones políticas. En el plano informativo, la desinformación climática —desde la negación explícita hasta el obstruccionismo y el «retardismo»— ha erosionado sistemáticamente la confianza ciudadana en la ciencia y debilitado el apoyo a las políticas necesarias. Lobbies corporativos, think tanks conservadores y medios de comunicación cómplices han sembrado deliberadamente la duda, individualizado la responsabilidad y normalizado la dependencia de los combustibles fósiles. Los algoritmos de las redes sociales han amplificado estas distorsiones, mientras que una mal aplicada norma de «cobertura equilibrada» otorgó durante mucho tiempo a posiciones científicamente marginales una equivalencia injustificada con el consenso experto. En el plano de la toma de decisiones, las democracias se enfrentan a dos limitaciones estructurales: el espacio y el tiempo. El cambio climático es intrínsecamente transfronterizo, pero la rendición de cuentas democrática está anclada dentro de las fronteras estatales, lo que genera fallos de coordinación que marcos internacionales como la CMNUCC solo resuelven parcialmente. Del mismo modo, los ciclos electorales de cuatro o cinco años se adaptan mal a los compromisos ecológicos a largo plazo, especialmente cuando las políticas de transición se presentan como sacrificio en lugar de necesidad. Las instituciones orientadas al pensamiento prospectivo —Ministerios del Futuro, comisiones de prospectiva— ofrecen remedios parciales, aunque siguen siendo marginales. Un tercer obstáculo transversal es la corrupción. La investigación en 144 países confirma que la gobernanza democrática solo produce mejores resultados climáticos donde la corrupción es baja. Donde es alta, las democracias no rinden mejor que los estados autoritarios. Los grandes flujos financieros movilizados para la transición climática han aumentado, paradójicamente, los riesgos de corrupción en materia de descarbonización, energías renovables y biodiversidad.Superar estos desafíos —mejorar la calidad de la información, ampliar los horizontes temporales democráticos y combatir la corrupción— es tan esencial para la salud de la democracia como para el futuro del planeta. PT Esta publicação faz parte de uma coleção de artigos escritos por especialistas de diversas áreas relacionadas com os temas abordados no SmartVote, nomeadamente a relação entre os jovens e a política e a forma como os fluxos de informação e desinformação influenciam a sua visão da democracia. Neste artigo Cristina Monge analisa a importância vital da questão climática para a democracia. A crise climática representa o desafio determinante da nossa era — e a forma como as democracias respondem a ela moldará tanto o futuro ecológico como o político. Embora os sistemas democráticos tenham historicamente superado os regimes autoritários na governação ambiental, apresentam vulnerabilidades estruturais que comprometem a eficácia da ação climática e que, se não forem abordadas, podem danificar a própria democracia. Duas esferas interligadas concentram estas vulnerabilidades: a conversa pública e a tomada de decisões políticas. No plano informativo, a desinformação climática — desde a negação explícita ao obstrucionismo e ao «retardismo» — tem sistematicamente erodido a confiança dos cidadãos na ciência e enfraquecido o apoio às políticas necessárias. Lobbies corporativos, think tanks conservadores e meios de comunicação cúmplices semearam deliberadamente a dúvida, individualizaram a responsabilidade e normalizaram a dependência dos combustíveis fósseis. Os algoritmos das redes sociais amplificaram estas distorções, enquanto uma norma mal aplicada de «cobertura equilibrada» conferiu durante muito tempo a posições científicas marginais uma equivalência injustificada com o consenso especializado. No plano da tomada de decisões, as democracias enfrentam duas limitações estruturais: o espaço e o tempo. As alterações climáticas são intrinsecamente transfronteiriças, mas a responsabilidade democrática está ancorada dentro das fronteiras estatais — gerando falhas de coordenação que quadros internacionais como a CQNUAC apenas resolvem parcialmente. Do mesmo modo, os ciclos eleitorais de quatro ou cinco anos adaptam-se mal aos compromissos ecológicos de longo prazo, sobretudo quando as políticas de transição são enquadradas como sacrifício em vez de necessidade. As instituições orientadas para o pensamento prospetivo — Ministérios do Futuro, comissões de prospetiva — oferecem soluções parciais, mas permanecem marginais. Um terceiro obstáculo transversal é a corrupção. A investigação em 144 países confirma que a governação democrática só produz melhores resultados climáticos onde a corrupção é baixa. Onde é elevada, as democracias não superam os estados autoritários. Os grandes fluxos financeiros mobilizados para a transição climática aumentaram, paradoxalmente, os riscos de corrupção na descarbonização, nas energias renováveis e nas políticas de biodiversidade.Superar estes desafios — melhorar a qualidade da informação, alargar os horizontes temporais democráticos e combater a corrupção — é tão essencial para a saúde da democracia como para o futuro do planeta.
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Cristina Monge Lasierra
Universidad de Zaragoza
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Cristina Monge Lasierra (Thu,) studied this question.
synapsesocial.com/papers/6a0ea10ebe05d6e3efb5f678 — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.20066822