ENG This publication is part of a collection of articles written by experts of a wide range of areas that are related to the topics covered in SmartVote, namely the relationship between young people politics and how information and disinformation flows impact the way they see democracy. In this article, Miguel Crespo and Ana Pinto Martinho develop on the complex status of journalism in contemporary democracy. Journalism has long served as a qualified mediator between reality and the public, selecting, contextualizing, and presenting facts to foster democratic debate and informed citizenship. However, the rise of the internet, social media, and algorithmic content distribution has fractured this mediating role, enabling the mass production and dissemination of unverified information by non-specialist actors. This shift has empowered denialist and revisionist movements that conflate facts, opinions, and beliefs — undermining the epistemic foundations upon which democratic decision-making depends. When beliefs and pseudo-opinions substitute for verifiable facts in political discourse, democracies risk becoming hostage to whoever spreads falsehoods most effectively. Central to this challenge is the need to clearly distinguish three categories of knowledge: facts — real, verifiable, and observable events that constitute the raw material of journalism; opinions — interpretative judgments grounded in factual analysis and argument, clearly disclosed as subjective; and beliefs — subjective convictions rooted in experience, tradition, or emotion, which require no empirical grounding. Journalistic credibility depends on maintaining rigorous boundaries between these categories, particularly preventing opinion from being presented as fact, and beliefs from masquerading as either. Compounding this challenge is the Dunning–Kruger effect, a cognitive bias whereby low-knowledge individuals overestimate their competence. In contemporary media ecosystems, this manifests as a proliferation of overconfident non-specialist voices — on social media and traditional platforms alike — whose misplaced certainty is mistaken for authority. Simultaneously, audiences with low information literacy increasingly distrust expert knowledge in favor of intuition, creating a feedback loop that sustains disinformation.Journalism remains essential precisely because of this environment. Its ethical, methodological, and deontological standards — transparency, verification, plurality, and the clear separation of facts from interpretation — make it a cornerstone of democratic functioning. Strengthening media literacy and restoring the epistemic value of journalism are among the defining challenges of our time. ES Esta publicación forma parte de una recopilación de artículos escritos por expertos de una amplia variedad de ámbitos relacionados con los temas que aborda SmartVote, concretamente la relación entre los jóvenes y la política, y cómo los flujos de información y desinformación influyen en su forma de ver la democracia. En este artículo, Miguel Crespo y Ana Pinto Martinho analizan la compleja situación del periodismo en la democracia contemporánea. El periodismo ha actuado durante mucho tiempo como un mediador cualificado entre la realidad y el público, seleccionando, contextualizando y presentando los hechos para fomentar el debate democrático y una ciudadanía informada. Sin embargo, el auge de Internet, las redes sociales y la distribución algorítmica de contenidos ha fracturado este papel mediador, permitiendo la producción y difusión masivas de información no verificada por parte de actores no especializados. Este cambio ha empoderado a los movimientos negacionistas y revisionistas que mezclan hechos, opiniones y creencias, socavando los cimientos epistémicos de los que depende la toma de decisiones democrática. Cuando las creencias y las pseudoopiniones sustituyen a los hechos verificables en el discurso político, las democracias corren el riesgo de convertirse en rehenes de quien difunda falsedades con mayor eficacia. Un aspecto fundamental de este desafío es la necesidad de distinguir claramente tres categorías de conocimiento: los hechos —acontecimientos reales, verificables y observables que constituyen la materia prima del periodismo—; las opiniones —juicios interpretativos basados en análisis y argumentos fácticos, claramente identificados como subjetivos—; y las creencias —convicciones subjetivas arraigadas en la experiencia, la tradición o la emoción, que no requieren fundamento empírico—. La credibilidad periodística depende de mantener límites rigurosos entre estas categorías, especialmente evitando que las opiniones se presenten como hechos y que las creencias se hagan pasar por cualquiera de los dos. A este desafío se suma el efecto Dunning-Kruger, un sesgo cognitivo por el que las personas con pocos conocimientos sobreestiman su competencia. En los ecosistemas mediáticos actuales, esto se manifiesta como una proliferación de voces de personas sin especialización pero con exceso de confianza —tanto en las redes sociales como en las plataformas tradicionales— cuya certeza fuera de lugar se confunde con autoridad. Al mismo tiempo, las audiencias con escasa alfabetización informacional desconfían cada vez más del conocimiento experto en favor de la intuición, creando un círculo vicioso que alimenta la desinformación. El periodismo sigue siendo esencial precisamente por este entorno. Sus estándares éticos, metodológicos y deontológicos —transparencia, verificación, pluralidad y la clara separación de los hechos de la interpretación— lo convierten en una piedra angular del funcionamiento democrático. Fortalecer la alfabetización mediática y restaurar el valor epistémico del periodismo se encuentran entre los retos definitorios de nuestro tiempo. PT Esta publicação faz parte de uma coleção de artigos escritos por especialistas de diversas áreas relacionadas com os temas abordados no SmartVote, nomeadamente a relação entre os jovens e a política e a forma como os fluxos de informação e desinformação influenciam a sua visão da democracia. Neste artigo, Miguel Crespo e Ana Pinto Martinho abordam o complexo estatuto do jornalismo na democracia contemporânea. O jornalismo tem servido, há muito, como um mediador qualificado entre a realidade e o público, selecionando, contextualizando e apresentando factos para promover o debate democrático e uma cidadania informada. No entanto, o surgimento da Internet, das redes sociais e da distribuição algorítmica de conteúdos fragmentou este papel mediador, permitindo a produção em massa e a divulgação de informação não verificada por parte de atores não especializados. Esta mudança fortaleceu movimentos negacionistas e revisionistas que confundem factos, opiniões e crenças — minando os fundamentos epistémicos dos quais depende a tomada de decisões democráticas. Quando crenças e pseudo-opiniões substituem factos verificáveis no discurso político, as democracias correm o risco de se tornarem reféns de quem espalhar falsidades de forma mais eficaz. No centro deste desafio está a necessidade de distinguir claramente três categorias de conhecimento: factos — acontecimentos reais, verificáveis e observáveis que constituem a matéria-prima do jornalismo; opiniões — juízos interpretativos baseados em análises factuais e argumentos, claramente apresentados como subjetivos; e crenças — convicções subjetivas enraizadas na experiência, tradição ou emoção, que não requerem qualquer fundamento empírico. A credibilidade jornalística depende da manutenção de limites rigorosos entre estas categorias, impedindo, em particular, que a opinião seja apresentada como facto e que as crenças se façam passar por qualquer uma delas. A agravar este desafio está o efeito Dunning–Kruger, um viés cognitivo pelo qual indivíduos com poucos conhecimentos sobrestimam a sua competência. Nos ecossistemas mediáticos contemporâneos, isto manifesta-se como uma proliferação de vozes não especializadas e excessivamente confiantes — tanto nas redes sociais como nas plataformas tradicionais — cuja certeza deslocada é confundida com autoridade. Ao mesmo tempo, públicos com baixa literacia informacional desconfiam cada vez mais do conhecimento especializado, preferindo a intuição, criando um ciclo vicioso que sustenta a desinformação. O jornalismo continua a ser essencial precisamente por causa deste ambiente. Os seus padrões éticos, metodológicos e deontológicos — transparência, verificação, pluralidade e a separação clara entre factos e interpretação — fazem dele uma pedra angular do funcionamento democrático. Reforçar a literacia mediática e restaurar o valor epistémico do jornalismo estão entre os desafios determinantes do nosso tempo.
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Crespo et al. (Tue,) studied this question.
synapsesocial.com/papers/6a0ea17cbe05d6e3efb6020e — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.20057887
Maria Crespo
Iscte – Instituto Universitário de Lisboa
Ana Pinto Martinho
Center for Economic and Policy Research
Iscte – Instituto Universitário de Lisboa
Valongo Observatory
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