ENG This publication is part of a collection of articles written by experts of a wide range of areas that are related to the topics covered in SmartVote, namely the relationship between young people politics and how information and disinformation flows impact the way they see democracy. In this article, Mariluz Congosto reflects on the contemporary challenges for networked communication in digital environments. Over the past decade, social media has fundamentally reshaped public communication, shifting personal interaction, news consumption, and political discourse into algorithmically curated digital environments. In Spain, near-universal internet access and declining trust in traditional media have accelerated this transition, making social platforms the primary arena where narratives are formed, amplified, and contested. At the centre of this transformation are recommendation algorithms — opaque systems designed not to inform, but to maximise engagement. By systematically rewarding sensationalist and emotionally provocative content, these algorithms generate ideological bubbles that reinforce existing beliefs, reduce exposure to alternative perspectives, and contribute to political polarisation and radicalisation. The capacity to block or mute dissenting voices further narrows users' perception of reality. These dynamics are compounded by coordinated manipulation. Bot networks — automated profiles designed to simulate organic social support — artificially amplify specific messages and distort the apparent consensus around them. Political influencers, sometimes covertly funded by parties, foreign governments, or lobbying organisations, deliver targeted narratives directly to receptive audiences, often without transparent disclosure of their affiliations. Russia's alleged interference in Romanian elections and the Tenet Media case illustrate how these mechanisms operate at geopolitical scale. The emergence of AI adds further complexity. Tools like Grok are increasingly treated as authoritative verification sources, despite being prone to confident factual errors — a dynamic that exploits users' misplaced trust in automated systems. Countering these risks requires structural media literacy: not merely the ability to spot false content, but a critical understanding of the algorithmic, commercial, and political incentives that shape what users see. Practical strategies — reconfiguring algorithmic feeds, scrutinising influencer affiliations, reporting automated behaviour, and deliberately seeking ideological plurality — offer users meaningful agency in environments otherwise designed to manipulate them. ES Esta publicación forma parte de una recopilación de artículos escritos por expertos de una amplia variedad de ámbitos relacionados con los temas que aborda SmartVote, concretamente la relación entre los jóvenes y la política, y cómo los flujos de información y desinformación influyen en su forma de ver la democracia. En este artículo, Mariluz Congosto reflexiona sobre los retos actuales de la comunicación en red en los entornos digitales. En la última década, las redes sociales han transformado profundamente la comunicación pública, desplazando la interacción personal, el consumo de noticias y el debate político hacia entornos digitales gestionados por algoritmos. En España, el acceso casi universal a internet y la creciente desconfianza hacia los medios tradicionales han acelerado esta transición, convirtiendo las plataformas sociales en el principal espacio donde se generan, amplifican y disputan los relatos. En el centro de esta transformación se encuentran los algoritmos de recomendación: sistemas opacos diseñados no para informar, sino para maximizar el engagement. Al recompensar sistemáticamente el contenido sensacionalista y emocionalmente provocador, estos algoritmos crean burbujas ideológicas que refuerzan las creencias previas, reducen la exposición a perspectivas alternativas y contribuyen a la polarización y radicalización política. La posibilidad de bloquear o silenciar voces discrepantes estrecha aún más la percepción de la realidad. Estas dinámicas se ven agravadas por la manipulación coordinada. Las redes de bots —perfiles automatizados diseñados para simular apoyo social orgánico— amplifican artificialmente determinados mensajes y distorsionan el consenso aparente en torno a ellos. Los influencers políticos, en ocasiones financiados de forma encubierta por partidos, gobiernos extranjeros u organizaciones de presión, transmiten narrativas dirigidas directamente a audiencias receptivas, frecuentemente sin revelar sus vínculos de manera transparente. La supuesta injerencia rusa en las elecciones rumanas y el caso Tenet Media ilustran cómo estos mecanismos operan a escala geopolítica. La irrupción de la inteligencia artificial añade una capa adicional de complejidad. Herramientas como Grok son utilizadas cada vez más como fuentes de verificación autorizadas, a pesar de ser propensas a errores fácticos presentados con total seguridad, una dinámica que explota la confianza mal depositada de los usuarios en los sistemas automatizados. Hacer frente a estos riesgos exige una alfabetización mediática estructural: no solo la capacidad de detectar contenidos falsos, sino una comprensión crítica de los incentivos algorítmicos, comerciales y políticos que determinan lo que los usuarios ven. Estrategias prácticas —reconfigurar los feeds algorítmicos, examinar las afiliaciones de los influencers, denunciar comportamientos automatizados y buscar deliberadamente la pluralidad ideológica— ofrecen a los usuarios una capacidad de acción real en entornos diseñados, en última instancia, para manipularlos. PT Esta publicação faz parte de uma coleção de artigos escritos por especialistas de diversas áreas relacionadas com os temas abordados no SmartVote, nomeadamente a relação entre os jovens e a política e a forma como os fluxos de informação e desinformação influenciam a sua visão da democracia. Neste artigo, Mariluz Congosto reflete sobre os desafios atuais da comunicação em rede nos ambientes digitais. Na última década, as redes sociais transformaram profundamente a comunicação pública, deslocando a interação pessoal, o consumo de notícias e o debate político para ambientes digitais geridos por algoritmos. Em Espanha, o acesso quase universal à internet e a crescente desconfiança nos meios de comunicação tradicionais aceleraram esta transição, tornando as plataformas sociais o principal espaço onde as narrativas são construídas, amplificadas e contestadas. No centro desta transformação estão os algoritmos de recomendação — sistemas opacos concebidos não para informar, mas para maximizar o engagement. Ao recompensar sistematicamente conteúdos sensacionalistas e emocionalmente provocatórios, estes algoritmos geram bolhas ideológicas que reforçam crenças prévias, reduzem a exposição a perspetivas alternativas e contribuem para a polarização e radicalização política. A possibilidade de bloquear ou silenciar vozes discordantes estreita ainda mais a perceção da realidade. Estas dinâmicas são agravadas pela manipulação coordenada. As redes de bots — perfis automatizados concebidos para simular apoio social orgânico — amplificam artificialmente determinadas mensagens e distorcem o aparente consenso em torno delas. Os influencers políticos, por vezes financiados de forma encoberta por partidos, governos estrangeiros ou organizações de lobbying, transmitem narrativas dirigidas diretamente a audiências recetivas, frequentemente sem divulgação transparente das suas afiliações. A alegada interferência russa nas eleições romenas e o caso Tenet Media ilustram como estes mecanismos operam à escala geopolítica. O surgimento da inteligência artificial acrescenta uma camada adicional de complexidade. Ferramentas como o Grok são cada vez mais utilizadas como fontes de verificação autoritativas, apesar de serem suscetíveis a erros factuais apresentados com total confiança — uma dinâmica que explora a confiança mal depositada dos utilizadores nos sistemas automatizados. Contrariar estes riscos exige uma literacia mediática estrutural: não apenas a capacidade de identificar conteúdos falsos, mas uma compreensão crítica dos incentivos algorítmicos, comerciais e políticos que determinam o que os utilizadores veem. Estratégias práticas — reconfigurar os feeds algorítmicos, examinar as afiliações dos influencers, denunciar comportamentos automatizados e procurar deliberadamente a pluralidade ideológica — oferecem aos utilizadores uma capacidade de ação real em ambientes concebidos, em última análise, para os manipular.
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Mariluz Congosto
Universidad Carlos III de Madrid
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Mariluz Congosto (Mon,) studied this question.
synapsesocial.com/papers/6a0ea196be05d6e3efb60706 — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.20059004
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