Extravascular ICD implantation was feasible and safe with 0 procedural complications and successful defibrillation threshold testing in all 11 patients, though 2 experienced inappropriate shocks.
Observational (n=11)
Yes
Is the extravascular implantable cardioverter-defibrillator (EV-ICD) feasible and safe for the prevention of sudden cardiac death in selected patients?
Initial experience with the EV-ICD demonstrates procedural safety and feasibility, though the rate of inappropriate shocks remains a clinical concern requiring improvement.
Introdução e Objetivos: Os cardioversores-desfibrilhadores implantáveis (CDI) estão entre as intervenções mais eficazes para a prevenção da morte súbita cardíaca. No entanto, os sistemas transvenosos tradicionais estão associados a complicações relacionadas com o acesso venoso e com os elétrodos intracardíacos. Por outro lado, o CDI subcutâneo (S-ICD), desenvolvido para ultrapassar estas complicações, não permite realizar pacing anti-taquicardia (ATP) nem pacing para prevenção de pausas. O CDI extravascular (EV-ICD) é uma inovação tecnológica recente, concebida para mitigar estas limitações, permitindo cardioversão, desfibrilhação e pacing sem necessidade de acesso ao sistema venoso central. O nosso objetivo foi a avaliação da experiência inicial com o novo sistema EV-ICD como alternativa válida ao CDI transvenoso e ao S-ICD, incluindo seleção dos doentes, técnica de implantação, viabilidade e segurança do procedimento, parâmetros funcionais e resultados clínicos imediatos. Métodos: Estudo observacional de todos os doentes submetidos a implantação de EV-ICD entre novembro de 2024 e junho de 2025, em dois centros. Foram analisados dados demográficos, clínicos, imagiológicos, farmacológicos e procedimentais. Resultados: Foram incluídos 11 doentes, com idade média de 36.3 anos (intervalo 19–59); 27% eram do sexo feminino. Os principais diagnósticos incluíram miocardiopatia hipertrófica (n=3), miocardiopatia não dilatada do ventrículo esquerdo (n=3), miocardiopatia dilatada (n=2), síndrome de Brugada (n=1), taquicardia ventricular polimórfica (n=1) e miocardiopatia arritmogénica do ventrículo direito (n=1). Não ocorreram complicações procedimentais ou peri-procedimentais. A duração média do procedimento (“skin-to-skin”) foi de 68.2 minutos (intervalo 60–78). O tempo mediano de fluoroscopia foi de 3.9 minutos (intervalo 2.5–6.2). Os testes de limiar de desfibrilhação (DFT) foram bem-sucedidos em todos os casos. Durante o seguimento, dois doentes receberam um choque inapropriado, um devido a taquicardia sinusal e outro por oversensing de miopotenciais. Conclusões: A nossa experiência inicial com o EV-ICD confirma a viabilidade e segurança do procedimento. Este novo sistema poderá constituir uma alternativa eficaz para populações selecionadas, especialmente doentes jovens, com expectativa de vida prolongada e elevada exposição cumulativa a dispositivos. A taxa de choques inapropriados permanece uma preocupação, justificando melhorias para reduzir estes eventos. Introduction and Objectives: Implantable cardioverter-defibrillators (ICDs) are among the most effective interventions for the prevention of sudden cardiac death. However, traditional transvenous systems are associated with venous access and intracardiac lead complications. Subcutaneous ICDs (S-ICD), which were developed to overcome these complications, are unable to provide anti-tachycardia pacing (ATP) or pause prevention pacing. The extravascular ICD (EV-ICD) is a recent technological innovation designed to mitigate these limitations by enabling cardioversion, defibrillation and pacing without entering the central venous system. Our aim was to assess the initial experience with the new EV-ICD system, as a valid alternative to transvenous ICD and S-ICD, including patient selection, implantation technique, procedure feasibility and safety, functional parameters, and immediate clinical outcomes. Methods: We conducted an observational study of all patients who underwent EV-ICD implantation between November 2024 and June 2025 at two centers. Demographic, clinical, imaging, pharmacologic and procedural data were analyzed. Results: A total of 11 patients were included, with a mean age of 36.3 years (range 19–59); 27% were female. Main diagnoses included hypertrophic cardiomyopathy (n=3), left ventricular non-dilated cardiomyopathy (n=3), dilated cardiomyopathy (n=2), Brugada syndrome (n=1), polymorphic ventricular tachycardia (n=1) and arrhythmogenic right ventricular cardiomyopathy (n=1). There were no procedural or peri-procedural complications. The mean procedure duration (“skin-to-skin”) was 68.2 minutes (range 60-78). Median fluoroscopy time was 3.9 minutes (range 2.5-6.2). Defibrillation threshold (DFT) testing was successful in all cases. During the follow-up, two patients received an inappropriate shock, one due to sinus tachycardia and the other due to oversensing of myopotentials. Conclusions: Our initial experience with the EV-ICD confirms the feasibility and safety of the procedure. This novel system may offer an effective alternative for selected populations, especially young patients with extended life expectancy and high cumulative device exposure. The rate of inappropriate shocks remains a concern and improvements are required to reduce these events.
Lousinha et al. (Fri,) conducted a observational in Prevention of sudden cardiac death (n=11). Extravascular implantable cardioverter-defibrillator (EV-ICD) was evaluated on Procedural or peri-procedural complications. Extravascular ICD implantation was feasible and safe with 0 procedural complications and successful defibrillation threshold testing in all 11 patients, though 2 experienced inappropriate shocks.