ENG This publication is part of a collection of articles written by experts of a wide range of areas that are related to the topics covered in SmartVote, namely the relationship between young people politics and how information and disinformation flows impact the way they see democracy. In this article Charo Sádaba develops on how the digital environment has become a central space in the daily lives of children and adolescents — a site of leisure, socialisation, and learning that cannot be wished away. Rather than seeking to restrict access, the priority must be ensuring that young people acquire the competences to navigate these spaces critically, safely, and responsibly. Media literacy extends well beyond the detection of fake news or hoaxes. It encompasses the ability to access, analyse, evaluate, and create messages across all media forms — skills foundational to reasoned argument, respectful digital communication, and awareness of how content shapes behaviour and opinion. In an era of accelerating digitalisation and the mainstreaming of artificial intelligence, these capacities are increasingly inseparable from the exercise of democratic citizenship. The responsibility for developing these competences is shared. While schools remain essential — and progress in embedding media literacy more visibly within curricula is both necessary and ongoing — families, public figures, and institutions all play a formative role. The current political climate, marked by polarised and often disrespectful public discourse, makes this collective responsibility all the more urgent, as it directly models the communicative norms young people internalise. Regulatory frameworks in Spain increasingly recognise media literacy as a structural priority, from protections for minors to audiovisual communication law. However, implementation remains uneven, and effective monitoring mechanisms are still lacking. Children's apparent distance from political disinformation does not insulate them from its logic. The content they consume — from influencers and entertainment creators — frequently carries embedded commercial, normative, or even physically harmful messages that demand the same critical tools. Media literacy is, in this sense, a vaccine against manipulation in all its forms. Ultimately, investing in media literacy is investing in social cohesion, democratic resilience, and the capacity of future generations to act as conscious, autonomous participants in digital public life — not passive consumers of it. ES Esta publicación forma parte de una recopilación de artículos escritos por expertos de una amplia variedad de ámbitos relacionados con los temas que aborda SmartVote, concretamente la relación entre los jóvenes y la política, y cómo los flujos de información y desinformación influyen en su forma de ver la democracia. En este artículo, Charo Sádaba explica cómo el entorno digital se ha convertido en un espacio fundamental en la vida cotidiana de los niños y adolescentes: un lugar de ocio, socialización y aprendizaje del que no se puede prescindir. En lugar de intentar restringir el acceso, la prioridad debe ser garantizar que los jóvenes adquieran las competencias necesarias para moverse por estos espacios de forma crítica, segura y responsable. La alfabetización mediática va mucho más allá de la detección de noticias falsas o bulos. Abarca la capacidad de acceder, analizar, evaluar y crear mensajes en todos los formatos mediáticos —habilidades fundamentales para el razonamiento, la comunicación digital respetuosa y la conciencia de cómo el contenido moldea el comportamiento y la opinión. En una era de digitalización acelerada y de generalización de la inteligencia artificial, estas capacidades son cada vez más inseparables del ejercicio de la ciudadanía democrática. La responsabilidad de desarrollar estas competencias es compartida. Aunque las escuelas siguen siendo esenciales —y es necesario y se está trabajando para integrar la alfabetización mediática de forma más visible en los planes de estudios—, las familias, las figuras públicas y las instituciones desempeñan un papel formativo. El clima político actual, marcado por un discurso público polarizado y a menudo irrespetuoso, hace que esta responsabilidad colectiva sea aún más urgente, ya que modela directamente las normas comunicativas que los jóvenes interiorizan. Los marcos normativos en España reconocen cada vez más la alfabetización mediática como una prioridad estructural, desde la protección de los menores hasta la ley de comunicación audiovisual. Sin embargo, la aplicación sigue siendo desigual y aún faltan mecanismos de supervisión eficaces. La aparente distancia de los niños respecto a la desinformación política no los aísla de su lógica. El contenido que consumen —de influencers y creadores de entretenimiento— suele llevar mensajes comerciales, normativos o incluso físicamente dañinos que exigen las mismas herramientas críticas. La alfabetización mediática es, en este sentido, una vacuna contra la manipulación en todas sus formas. En definitiva, invertir en alfabetización mediática es invertir en cohesión social, en la resiliencia democrática y en la capacidad de las generaciones futuras para actuar como participantes conscientes y autónomos en la vida pública digital, y no como consumidores pasivos de la misma. PT Esta publicação faz parte de uma coleção de artigos escritos por especialistas de diversas áreas relacionadas com os temas abordados no SmartVote, nomeadamente a relação entre os jovens e a política e a forma como os fluxos de informação e desinformação influenciam a sua visão da democracia. Neste artigo, Charo Sádaba aborda a forma como o ambiente digital se tornou um espaço central no quotidiano das crianças e dos adolescentes — um local de lazer, socialização e aprendizagem que não se pode simplesmente ignorar. Em vez de tentar restringir o acesso, a prioridade deve ser garantir que os jovens adquiram as competências necessárias para navegar nestes espaços de forma crítica, segura e responsável. A literacia mediática vai muito além da deteção de notícias falsas ou boatos. Abrange a capacidade de aceder, analisar, avaliar e criar mensagens em todas as formas de comunicação social — competências fundamentais para o raciocínio argumentativo, a comunicação digital respeitosa e a consciência de como o conteúdo molda comportamentos e opiniões. Numa era de digitalização acelerada e de generalização da inteligência artificial, estas capacidades são cada vez mais indissociáveis do exercício da cidadania democrática. A responsabilidade pelo desenvolvimento destas competências é partilhada. Embora as escolas continuem a ser essenciais — e o progresso na integração mais visível da literacia mediática nos currículos seja necessário e esteja em curso —, as famílias, as figuras públicas e as instituições desempenham todas um papel formativo. O clima político atual, marcado por um discurso público polarizado e muitas vezes desrespeitoso, torna esta responsabilidade coletiva ainda mais urgente, uma vez que molda diretamente as normas comunicativas que os jovens interiorizam. Os quadros regulamentares em Espanha reconhecem cada vez mais a literacia mediática como uma prioridade estrutural, desde a proteção de menores até à legislação sobre comunicação audiovisual. No entanto, a implementação continua a ser desigual e ainda faltam mecanismos de monitorização eficazes.A aparente distância das crianças em relação à desinformação política não as isola da sua lógica. O conteúdo que consomem — proveniente de influenciadores e criadores de entretenimento — contém frequentemente mensagens comerciais, normativas ou mesmo fisicamente nocivas que exigem as mesmas ferramentas críticas. A literacia mediática é, neste sentido, uma vacina contra a manipulação em todas as suas formas. Em última análise, investir na literacia mediática é investir na coesão social, na resiliência democrática e na capacidade das futuras gerações de atuarem como participantes conscientes e autónomos na vida pública digital — e não como consumidores passivos da mesma.
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Charo Sadaba
Universidad de Navarra
Clinica Universidad de Navarra
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Charo Sadaba (Thu,) studied this question.
synapsesocial.com/papers/6a0ea15cbe05d6e3efb5ff6f — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.20058837