ENG This publication is part of a collection of articles written by experts of a wide range of areas that are related to the topics covered in SmartVote, namely the relationship between young people politics and how information and disinformation flows impact the way they see democracy. Media Literacy — understood in its broadest sense as the umbrella concept encompassing all forms of literacy, from news literacy to AI literacy — is a foundational competence for democratic citizenship. This paper argues that, in formal education, it must begin in pre-school, and that journalists have a vital and underutilised role to play in making that happen. The case for starting early is well-supported by research. Even children aged three to seven demonstrate the capacity to evaluate information critically, preferring factually verified statements over unverified ones — and this ability correlates with explicitly learned evaluative criteria. Early engagement with media literacy also builds resilience against disinformation and extremist messaging, laying the groundwork for democratic participation later in life. Yet significant challenges remain. Research on media literacy in early childhood is a relatively recent development, gaining momentum only in the last decade through initiatives like the DigiLitEY network. Teacher training — both initial and continuous — remains fragmented across Europe, often prioritising functional digital skills over the critical thinking dimension that media literacy requires. Curricula vary widely, and implementation is inconsistent. Journalists, though encouraged by the European Democracy Action Plan to engage with schools, have largely focused their media literacy efforts on older students, teachers, and other journalists. No major project currently targets pre-school educators or children, and the training journalists receive to fulfil these educational roles is rarely formalised or accredited. The paper proposes seven concrete roles for journalists in pre-school media literacy: creating age-appropriate content; producing or adapting educational resources; explaining journalistic standards to young children; supporting parents and caregivers; training educators; leading community media projects; and contributing to national and international literacy policy. Each role requires journalists to receive proper preparation — making journalist training in media literacy as urgent as the media literacy education they are being asked to deliver. ES Esta publicación forma parte de una recopilación de artículos escritos por expertos de una amplia variedad de ámbitos relacionados con los temas que aborda SmartVote, concretamente la relación entre los jóvenes y la política, y cómo los flujos de información y desinformación influyen en su forma de ver la democracia. La alfabetización mediática —entendida en su sentido más amplio como concepto paraguas que engloba todas las formas de alfabetización, desde la alfabetización informativa hasta la alfabetización en inteligencia artificial— es una competencia fundamental para el ejercicio de una ciudadanía democrática. Este artículo sostiene que, en el ámbito de la educación formal, debe comenzar en la etapa preescolar, y que los periodistas tienen un papel esencial y aún insuficientemente aprovechado en este proceso. Los argumentos a favor de comenzar temprano están bien respaldados por la investigación. Incluso los niños de entre tres y siete años demuestran capacidad para evaluar la información de forma crítica, mostrando preferencia por los enunciados verificados frente a los no verificados, y esta habilidad está correlacionada con criterios de evaluación aprendidos de manera explícita. La participación temprana en actividades de alfabetización mediática también contribuye a desarrollar la resiliencia frente a la desinformación y los mensajes extremistas, sentando las bases para la participación democrática en etapas posteriores de la vida. Sin embargo, persisten importantes desafíos. La investigación sobre alfabetización mediática en la primera infancia es un campo relativamente reciente, que solo ha ganado impulso en la última década gracias a iniciativas como la red DigiLitEY. La formación del profesorado —tanto inicial como continua— sigue siendo fragmentada en toda Europa, priorizando con frecuencia las competencias digitales funcionales en detrimento de la dimensión del pensamiento crítico que la alfabetización mediática exige. Los currículos varían considerablemente y su implementación es inconsistente. Los periodistas, aunque el Plan de Acción para la Democracia Europea los ha animado a vincularse con las escuelas, han centrado mayoritariamente sus esfuerzos de alfabetización mediática en estudiantes de mayor edad, docentes y otros periodistas. Ningún proyecto relevante se dirige actualmente a educadores o niños en edad preescolar, y la formación que los periodistas reciben para desempeñar estos roles educativos rara vez está formalizada o acreditada. El artículo propone siete funciones concretas para los periodistas en la alfabetización mediática preescolar: crear contenidos adaptados a la edad; producir o adaptar recursos educativos; explicar los estándares periodísticos a los niños más pequeños; apoyar a padres, madres y cuidadores; formar a educadores; liderar proyectos mediáticos comunitarios; y contribuir a las políticas de alfabetización a nivel nacional e internacional. Cada una de estas funciones requiere que los periodistas reciban una preparación adecuada, lo que hace que su formación en alfabetización mediática sea tan urgente como la propia educación en alfabetización mediática que se les pide que impartan. PT Esta publicação faz parte de uma coleção de artigos escritos por especialistas de diversas áreas relacionadas com os temas abordados no SmartVote, nomeadamente a relação entre os jovens e a política e a forma como os fluxos de informação e desinformação influenciam a sua visão da democracia. A literacia mediática —entendida no seu sentido mais amplo como conceito-chapéu que engloba todas as formas de literacia, desde a literacia noticiosa até à literacia em inteligência artificial— é uma competência fundamental para o exercício de uma cidadania democrática. Este artigo defende que, no âmbito da educação formal, deve começar na educação pré-escolar, e que os jornalistas têm um papel essencial e ainda insuficientemente aproveitado neste processo. Os argumentos a favor de começar cedo estão bem sustentados pela investigação. Mesmo crianças entre os três e os sete anos demonstram capacidade para avaliar a informação de forma crítica, preferindo enunciados factualmente verificados a enunciados não verificados — e esta capacidade está correlacionada com critérios de avaliação aprendidos de forma explícita. A participação precoce em atividades de literacia mediática contribui igualmente para desenvolver a resiliência face à desinformação e às mensagens extremistas, lançando as bases para a participação democrática em fases posteriores da vida. No entanto, persistem desafios significativos. A investigação sobre literacia mediática na primeira infância é um campo relativamente recente, que só ganhou impulso na última década através de iniciativas como a rede DigiLitEY. A formação de professores — tanto inicial como contínua — permanece fragmentada em toda a Europa, privilegiando frequentemente as competências digitais funcionais em detrimento da dimensão do pensamento crítico que a literacia mediática exige. Os currículos variam consideravelmente e a sua implementação é inconsistente. Os jornalistas, embora incentivados pelo Plano de Ação para a Democracia Europeia a envolver-se com as escolas, têm centrado maioritariamente os seus esforços de literacia mediática em estudantes mais velhos, professores e outros jornalistas. Nenhum projeto relevante se dirige atualmente a educadores ou crianças em idade pré-escolar, e a formação que os jornalistas recebem para desempenhar estes papéis educativos raramente está formalizada ou acreditada. O artigo propõe sete funções concretas para os jornalistas na literacia mediática pré-escolar: criar conteúdos adequados à idade; produzir ou adaptar recursos educativos; explicar os padrões jornalísticos às crianças mais novas; apoiar pais, mães e cuidadores; formar educadores; liderar projetos mediáticos comunitários; e contribuir para as políticas de literacia a nível nacional e internacional. Cada uma destas funções requer que os jornalistas recebam uma preparação adequada — tornando a sua formação em literacia mediática tão urgente quanto a própria educação em literacia mediática que lhes é pedido que promovam.
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Vitor Tomé
Autonomous University of Lisbon
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Vitor Tomé (Tue,) studied this question.
synapsesocial.com/papers/6a192e68fab5b468c44177f0 — DOI: https://doi.org/10.5281/zenodo.20394726
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