Resumo Objetivo Identificar os desfechos e instrumentos padronizados utilizados para medir mudanças após intervenções fisioterapêuticas realizadas via telessaúde em crianças e jovens com paralisia cerebral, de acordo com os domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, além de descrever a modalidade de aplicação desses instrumentos. Métodos Esta revisão de escopo seguiu as etapas do JBI e identificou estudos sobre intervenções fisioterapêuticas realizadas via telessaúde em crianças e jovens de até 20 anos, utilizando instrumentos padronizados de avaliação. As buscas foram realizadas nas bases MEDLINE/PubMed, Embase, Cochrane, Scopus, Web of Science, PEDro, Lilacs e literatura cinzenta, sem restrições de data ou idioma. Resultados Quatorze estudos (625 participantes, faixa etária de 6 meses a 20 anos, todos os níveis do Sistema de Classificação da Função Motora Grossa) atenderam aos critérios de inclusão. Os desfechos estavam concentrados principalmente no domínio de atividade (59,3%), seguidos pelos domínios de função e estrutura corporal (29,6%) e participação (22,2%). Foram utilizados trinta instrumentos padronizados; os mais frequentes foram a Assisting Hand Assessment ( n = 5) e a Medida da Função Motora Grossa ( n = 3). A maioria dos instrumentos padronizados foi aplicada presencialmente (68,2%), outros utilizaram métodos híbridos (telessaúde e presencial: 18,2%) ou não especificaram o modo de aplicação (6,8%). Apenas dois estudos aplicaram todos os instrumentos via telessaúde. Interpretação Os desfechos e instrumentos padronizados identificados nesta revisão são em sua maioria do domínio de atividade, refletindo as prioridades dos pais. As avaliações presenciais permanecem como a modalidade preferida para a realização de avaliações padronizadas. Novas pesquisas são necessárias para investigar a viabilidade e as propriedades de medida do uso de instrumentos padronizados via telessaúde.
Christovão et al. (Thu,) studied this question.
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