Introdução: O futebol apresenta alta incidência de lesões. As mais frequentes são contusões, entorses e distensões, principalmente nos tornozelos. O desequilíbrio de força muscular, do controle motor, propriocepção e lesões pregressas influenciam no risco de novas lesões e entorses. Objetiva-se avaliar e comparar dados epidemiológicos e de desempenho em testes funcionais de atletas de futebol profissionais e amadores, com distintos níveis de prática, relacionando possíveis fatores de risco e de prevenção para as lesões do tornozelo. Métodos: 29 atletas entre 18 e 26 anos foram divididos em dois grupos (profissional e amador). Foi aplicado questionário epidemiológico com dados variados, como histórico de lesões, tempo de prática da modalidade, frequência de treinos físicos e técnicos em campo, seguido da realização de provas funcionais de salto unipodal em distância, Side Hop Test, Y Balance Test e avaliação objetiva da força dos tornozelos com dinamômetro manual. Os dados foram analisados por estatística descritiva e inferencial. Resultados: 53,3% dos amadores relataram lesão prévia de tornozelo, contra somente 14,3% dos profissionais. Os profissionais, com maior tempo de prática e frequência de treinos, também alcançaram melhor desempenho nos testes de salto unipodal, saltos laterais e Y Balance Test, especialmente nos planos diagonais. A força estudada apresentou diferença significantemente menor na eversão dos amadores. Conclusão: Atletas amadores apresentaram maior histórico de lesões, desequilíbrio muscular e menor desempenho funcional, indicando maior risco potencial para entorse de tornozelo. PALAVRAS CHAVE: Futebol; Traumatismos do tornozelo; Desempenho Atlético.
Alloza et al. (Sat,) studied this question.
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