Introdução: A necessidade de fixação da osteotomia de Akin associada à correção minimamente invasiva do hálux valgo permanece controversa. Métodos: Pacientes consecutivos submetidos à correção minimamente invasiva do hálux valgo com osteotomia de Akin foram randomizados para dois braços de tratamento. Os desfechos foram coletados antes do procedimento e na avaliação final (mínimo de dois anos). As comparações pré versus pós foram realizadas com teste t pareado ou teste de Wilcoxon, conforme a distribuição das diferenças pareadas (alfa bicaudal=0,05). Resultados: Foram incluídos 46 participantes (23 no grupo 1, 22 no grupo 2); A dor (EVA) reduziu de mediana 7 para 0 (p<0,001) e o escore AOFAS aumentou de 60,5±8,3 para 93,2±7,4 (p<0,001). A correção radiográfica foi significativa: o HVA diminuiu de 32° para 6° (p<0,001) e o IMA de 14,3±2,9° para 6,6±1,8° (p<0,001). O ângulo interfalângico do hálux não apresentou mudança estatisticamente significativa (7,6±4,4° para 9,8±6,0°; p=0,059). Na avaliação final, observou-se consolidação do chevron e do Akin em todos os casos. O seguimento médio foi de 31,2 meses. Conclusão: Neste ensaio clínico randomizado prospectivo controlado, houve melhora clínica expressiva e correção radiográfica sustentada no seguimento final de dois anos, com elevadas taxas de consolidação e satisfação. PALAVRAS CHAVE: Hállux valgus; Osteotomia. Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos. KEYWORDS: Hállux valgus; Osteotomy; Minimally invasive surgical procedures
Ferreira et al. (Thu,) studied this question.
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