Abstract This article examines how racial coloniality continues to structure contemporary inequalities in Brazil through the interconnected dynamics of structural racism, environmental injustice, and territorial dispossession. Grounded in decolonial theory and critical race perspectives, the study argues that racial hierarchies established during the colonial and slavery periods remain active within modern social, political, and environmental arrangements. The research adopts a qualitative, theoretical-analytical approach based on a case study of Ilha de Maré, located in Salvador, Bahia. This territory is predominantly inhabited by Black populations, particularly women engaged in artisanal shellfish gathering, whose livelihoods are directly affected by industrial pollution, state neglect, and socio-environmental vulnerability. The analysis integrates contributions from Black Brazilian intellectuals and decolonial thinkers, including Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento, and Kabengele Munanga, as well as international scholars in critical race and decolonial studies. It demonstrates that racial inequality in Brazil is not a residual effect of the past, but a constitutive and ongoing structure embedded in territorial organization and social life. Finally, the article highlights the relevance of History Education as a critical field for challenging hegemonic narratives and fostering anti-racist pedagogical practices. It argues that decolonial approaches in education are essential for advancing social justice, epistemic equity, and environmental awareness in contexts marked by racialized inequality. Keywords: decoloniality; structural racism; environmental racism; territory; history education Colonialidade, Território e Educação: estudo de caso sobre a desigualdade racial na Ilha da Maré, Brasil Resumo Este estudo analisa como a colonialidade racial histórica continua a moldar desigualdades contemporâneas no Brasil, especialmente por meio da permanência da branquitude como sistema de privilégios, do racismo estrutural e da injustiça socioambiental. Fundamentada na perspectiva decolonial, a pesquisa examina os efeitos de longo prazo da escravidão e das políticas estatais pós-abolição, como os incentivos à imigração europeia e a distribuição desigual de terras, que contribuíram para a marginalização das populações negras e indígenas. A abordagem metodológica consiste em um estudo de caso da Ilha de Maré, em Salvador (BA), onde mulheres marisqueiras negras enfrentam intensas vulnerabilidades socioambientais decorrentes da poluição industrial e da negligência do poder público. A análise é sustentada por autoras e autores como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento, Kabengele Munanga, entre outros referenciais decoloniais e dos estudos críticos da raça. O estudo argumenta que as desigualdades raciais não são resquícios do passado, mas estruturas ativas e contínuas que organizam a sociedade brasileira. Destaca ainda o papel do ensino de História na promoção de uma consciência crítica e de práticas pedagógicas antirracistas. Conclui-se que a abordagem decolonial é fundamental para a construção de justiça racial e socioambiental. Palavras-chave: decolonialidade; racismo estrutural; racismo ambiental; território; ensino de História
Cecilia BARROS (Sun,) studied this question.