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OBJETIVOS: Examinar uma associação entre a severidade da dor e a deficiência funcional em mexicanos-americanos mais velhos. DESENHO: Estudo transversal (2005/06), uma subamostra da População Hispânica Estabelecida para o Estudo Epidemiológico dos Idosos. LOCAL: Comunidade. PARTICIPANTES: Mil treze mexicanos-americanos com idade entre 74 e 100 anos. MEDIDAS: Entrevistadores bilíngues administraram questionários estruturados e avaliaram medidas físicas de mobilidade e fragilidade (exaustão, perda de peso, velocidade de caminhada, força de preensão e atividade física autorrelatada). Dois itens do questionário SF-36 avaliaram experiências de dor nas 4 semanas anteriores. RESULTADOS: A análise de variância de um fator e as regressões de mínimos quadrados e binomiais negativas foram computadas para 744 participantes com dados completos para investigar a experiência de dor e outras dimensões de saúde e funcionamento. Perto de dois terços (64,7%) relataram dor nas 4 semanas anteriores à entrevista, e 49,7% relataram que a dor interferiu na realização de atividades diárias. Sexo feminino; baixa educação; fragilidade; mobilidade reduzida; deficiência; e alta comorbidade, índice de massa corporal e sintomatologia depressiva estavam significativamente associados à severidade da dor e à interferência. Os coeficientes de regressão revelaram que a severidade da dor estava significativamente relacionada à deficiência em atividades da vida diária (0,22, P<.001) e atividades instrumentais da vida diária (0,23, P<.01) após controle das características sociodemográficas e de estado de saúde. CONCLUSÃO: Os resultados expandem a literatura sobre dor em mexicanos-americanos mais velhos. Altas taxas de dor foram mais prevalentes em mulheres e sujeitos com alta comorbidade, alta sintomatologia depressiva, mobilidade pobre e fragilidade. A dor também desempenha um papel significativo no estado de deficiência. Pesquisas aprofundadas são necessárias para entender as experiências de dor dos mexicanos-americanos mais velhos e seu efeito na saúde e bem-estar.
Weaver et al. (ter,) estudaram essa questão.