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ANTECEDENTES: O uso de Sistemas de Informação Geográfica (GIS) tem grande potencial para o gerenciamento de doenças crônicas e a análise de dados clínicos e administrativos de saúde. A asma é uma doença crônica associada a uma morbidade, mortalidade e uso de serviços de saúde substanciais. Dados epidemiológicos de todo o mundo mostram uma prevalência crescente de morbidade e mortalidade por asma, apesar da disponibilidade de tratamento eficaz. Esses fatos levaram ao surgimento de estratégias desenvolvidas para melhorar a qualidade do atendimento à asma. O OBJETIVO: Desenvolver uma ferramenta eficiente para garantia de qualidade e gerenciamento de doenças crônicas usando um Sistema de Informação Geográfica (GIS). LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA: A região sul de Israel. Janeiro de 1998 - Outubro de 2000. BASES DE DADOS: Dados de reivindicações administrativas do maior HMO em Israel: registro de dispensação de medicamentos, dados demográficos, visitas à sala de emergência e bases de dados de hospitalização. MÉTODOS: Criamos uma lista de seis marcadores para tratamento farmacêutico inadequado da asma infantil com base nas diretrizes clínicas israelenses. Usamos essa lista para pesquisar o registro de dispensação de medicamentos para identificar crianças asmáticas que receberam tratamento inadequado e avaliar sua utilização de serviços de saúde e desfechos adversos: visitas à sala de emergência e internações. Usando o GIS, criamos mapas temáticos nos quais localizamos as clínicas com uma alta porcentagem de crianças para as quais o tratamento fornecido não estava em conformidade com as diretrizes clínicas. RESULTADOS: 81% das crianças apresentaram pelo menos um marcador de tratamento inadequado; 17,5% apresentaram mais de um marcador. Crianças com marcadores apresentaram taxas estatisticamente significativas mais altas de visitas à sala de emergência, internações e maior tempo de internação em comparação com crianças sem marcadores. Os mapas mostram de forma robusta quais clínicas forneceram tratamento não de acordo com as diretrizes clínicas. Essas clínicas têm altas taxas de visitas à sala de emergência, internações e tempo de internação. CONCLUSÃO: A integração de diretrizes clínicas, dados administrativos e GIS pode criar uma interface eficiente entre informações administrativas e clínicas. Esta ferramenta pode ser usada para alocar locais para intervenções de garantia de qualidade.
Peled et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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