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A interação do Laranja de Tiazole (TO) com formas de DNA de dupla, tripla e quádrupla fita foi estudada. Demonstramos por espectroscopia de absorção UV-vis, dicroísmo circular (CD) e espectroscopia de fluorescência que o TO se liga com uma afinidade muito maior às estruturas de DNA triplex e G-quadruplex em comparação ao DNA de fita dupla (ds). Os complexos do corante com os triplexes de DNA e G-quadruplexes são muito estáveis e não se dissociam durante a cromatografia e a eletroforese em gel. A ligação do TO a estruturas de DNA de fita tripla ou quádrupla resulta em um aumento > 1000 vezes na fluorescência do corante. Os dados da titulação de fluorescência mostraram que as proporções de TO para triadas e tetradas, em complexos apertados com o triplex e o G-quadruplex, são iguais a 0,5 e 1, respectivamente. A ligação preferencial do TO aos triplexes e G-quadruplexes possibilita a detecção seletiva apenas dessas formas de DNA em géis na ausência de TO livre no tampão de corrida de eletroforese. Também demonstramos que a incubação de células U2OS com concentrações submicromolares de TO resulta em coloração preferencial de certas áreas no núcleo em contraste com o DAPI, que se liga ao DNA ds e mancha eficientemente regiões que estão sem coloração com TO. Sugerimos que a coloração com TO pode ser útil para a detecção de motivos estruturais não canônicos no DNA genômico.
Lubitz et al. (Ter,) estudaram esta questão.