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Apesar do impacto global e dos avanços na compreensão da fisiopatologia das doenças cerebrovasculares, o termo "acidente vascular cerebral" não é definido de forma consistente na prática clínica, na pesquisa clínica ou nas avaliações de saúde pública. A definição clássica é principalmente clínica e não leva em consideração os avanços na ciência e tecnologia. O Conselho de Acidente Vascular Cerebral da American Heart Association/American Stroke Association convocou um grupo de redação para desenvolver um documento de consenso especializado para uma definição atualizada de acidente vascular cerebral para o século XXI. O infarto do sistema nervoso central é definido como morte celular cerebral, da medula espinhal ou retiniana atribuível à isquemia, com base em evidências neuropatológicas, de neuroimagem e/ou clínicas de lesão permanente. O infarto do sistema nervoso central ocorre em um espectro clínico: o acidente vascular cerebral isquêmico refere-se especificamente ao infarto do sistema nervoso central acompanhado de sintomas evidentes, enquanto o infarto silencioso, por definição, não causa sintomas conhecidos. O acidente vascular cerebral também inclui amplamente hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnoidea. A definição atualizada de acidente vascular cerebral incorpora critérios clínicos e teciduais e pode ser integrada à prática, à pesquisa e às avaliações de saúde pública.
Sacco et al. (Qua,) estudaram essa questão.