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As variações espaciais e temporais da nova produção primária oceânica têm uma importância crucial para o estudo dos fluxos biogeoquímicos no oceano; no entanto, foram pouco documentadas. Neste artigo, propomos uma revisão do modelo de nova produção 'shift‐up' desenvolvido para áreas de ressurgência por Dugdale et al. (1989), e posteriormente adaptado por Kudela e Dugdale (1996), usando dados de satélite de cor do oceano e temperatura da superfície do mar como entradas. A principal melhoria do modelo é que a estimativa das taxas de absorção de nitrogênio leva em conta a estrutura de tamanho da comunidade fitoplânctonica, estimada para cada pixel usando o método de Uitz et al. (2006). Parâmetros fisiológicos apropriados são então usados para cada classe de tamanho. Este modelo revisado foi aplicado a dados do Medium‐Resolution Imaging Spectrometer e do Advanced Along Track Scanning Radiometer adquiridos durante o ano de 2003, usando a área de ressurgência de Benguela como local de teste. A combinação do modelo de nova produção com um modelo de produção total permite estimar e comparar as variações sazonais das produções nova e total (incluindo as respectivas contribuições das três classes de tamanho). Embora os microfitoplânctons sejam geralmente considerados responsáveis pela nova produção, nossos resultados mostram que a contribuição de células pequenas não deve ser negligenciada nas áreas afetadas pela ressurgência.
Silió‐Calzada et al. (Sat,) estudaram essa questão.