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O interferon gama (IFNG) é uma citocina pró-inflamatória secretada no útero durante o início da gravidez. É produzido abundantemente por células natural killer uterinas no endométrio materno, mas também por trofoblastos em algumas espécies. Em gravidezes normais de camundongos, o IFNG desempenha papéis críticos, incluindo a iniciação da remodelação da vasculatura endometrial, angiogênese em locais de implantação e manutenção do componente decidual (materno) da placenta. Em gado e em humanos, desvios nesses processos são considerados como contribuintes para complicações gestacionais sérias, como perda fetal ou pré-eclâmpsia. O interferon gama tem papéis mais amplos na ativação das respostas imunes inatas e adaptativas a vírus e tumores, em parte através da upregulação da transcrição de genes envolvidos na regulação do ciclo celular, apoptose e processamento/apresentação de antígenos. Apesar disso, as células trofoblásticas de roedores e humanos mostram respostas atenuadas ao IFNG que refletem a resistência dessas células à ativação mediada por IFNG da expressão de antígenos de transplante do complexo principal de histocompatibilidade (MHC) classe II. A falta de antígenos MHC classe II nos trofoblastos é considerada como facilitadora da sobrevivência do conceptus semiallogênico na presença de linfócitos maternos. Esta revisão descreve os papéis dinâmicos do IFNG em uma gravidez bem-sucedida e resume brevemente os dados sobre o IFNG em patologias gestacionais.
Murphy et al. (Qui,) estudaram esta questão.