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MicroRNAs (miRNAs) são reguladores importantes da expressão gênica em organismos eucariontes na maioria dos processos biológicos. Eles atuam guiando o complexo de silenciamento induzido por RNAi (RISC) para sequências parcialmente complementares em mRNAs alvo, a fim de suprimir a expressão gênica por uma combinação de inibição de tradução e degradação de mRNA. O mecanismo comumente aceito de direcionamento de miRNA em animais envolve uma interação entre a extremidade 5' do miRNA chamada 'região semente' e a região não traduzida 3' (3'-UTR) do mRNA. Muitos algoritmos de predição de alvos são baseados em tal modelo, embora evidências crescentes demonstrem que o direcionamento também pode ser mediado através de locais diferentes do 3'-UTR e que o emparelhamento da região semente não é sempre necessário. O poder e a validade desses dados in silico podem, portanto, ser prejudicados pelas regras simplificadas usadas para representar interações de direcionamento. A experimentação é essencial para identificar alvos genuínos de miRNA, no entanto, muitas modalidades experimentais existem e suas limitações precisam ser entendidas. Esta revisão resume e critica as técnicas experimentais existentes para a identificação de alvos de miRNA.
Thomson et al. (Ter,) estudaram essa questão.