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FUNDAMENTO: O equilíbrio entre o status oxidante e antioxidante desempenha um papel fundamental nas doenças arteriais coronarianas (DAC). O tiol é uma das barreiras antioxidantes mais importantes nos humanos, e a homeostase tiol/disulfeto é um novo marcador de estresse oxidativo. OBJETIVO: Nosso objetivo foi investigar a relação dos níveis de tiol sérico e da homeostase tiol/disulfeto com a presença e gravidade da DAC. MÉTODOS: Um total de 161 pacientes que se submeteram à angiografia coronariana devido à angina estável foram inscritos consecutivamente. Eles foram divididos em três grupos. Grupo I - 47 sujeitos pareados em idade e sexo com angiografia coronariana normal (controle); grupo II - 71 pacientes com DAC recém-diagnosticados com estenose não crítica; e grupo III - 43 pacientes com DAC recém-diagnosticados com estenose crítica. Os níveis de tiol nativo sérico, tiol total e disulfetos foram medidos, e as razões disulfeto/tiol foram calculadas. Os escores de Gensini foram calculados nos pacientes com DAC. RESULTADOS: Enquanto os maiores níveis de tiol foram encontrados no grupo I, os menores foram observados no grupo III (p 0,05). Os escores de Gensini foram negativamente correlacionados com tiols totais e nativos, e positivamente com idade e dislipidemia. Análises de regressão linear passo a passo mostraram que o tiol nativo era um preditor independente no modelo final para o escore de Gensini. A análise da curva característica de operação do receptor demonstrou que valores de tiol de 310,7 ou abaixo poderiam prever DAC com 89% de sensibilidade e 85% de especificidade (AUC = 0,918; IC 95% 0,870-0,965). CONCLUSÕES: Enquanto a razão disulfeto/tiol não mudou significativamente, níveis diminuídos de tiol nativo estavam associados à presença e gravidade da DAC. Este resultado indica que a redução dos tiols pode ser um fator importante no desenvolvimento da DAC.
Altıparmak et al. (Wed,) estudaram essa questão.