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Em 1989, a cidade brasileira de Porto Alegre iniciou um modelo de participação orçamentária conhecido internacionalmente como "orçamento participativo." Neste processo de diagnóstico, deliberação e tomada de decisão, os residentes da cidade decidem diretamente como alocar parte de um orçamento público, tipicamente no nível do governo municipal. Nas últimas duas décadas, centenas de cidades na América Latina, Europa, Ásia e África adaptaram este modelo de democracia participativa aos seus próprios contextos. Neste artigo, exploramos um dos primeiros experimentos canadenses de orçamento participativo. Em Guelph, Ontário, uma organização da sociedade civil chamada Neighbourhood Support Coalition utiliza o orçamento participativo para alocar fundos públicos e privados. Discutimos o contexto canadense para este experimento, assim como a história e a evolução do orçamento participativo em Guelph. Com base em quatro anos de entrevistas, observação etnográfica e literatura primária e secundária, identificamos várias lições aprendidas através do processo de Guelph, assim como as condições que possibilitaram seu desenvolvimento e apresentaram desafios para seu sucesso.
Pinnington et al. (Sun,) estudaram essa questão.