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FUNDAMENTOS: Compostos orgânicos voláteis (COV) são produtos finais do metabolismo humano (normal e associado a doenças) que podem ser principalmente excretados na respiração, urina e fezes. Portanto, os COV podem ser muito úteis como marcadores de doenças e ajudar os clínicos, uma vez que sua amostragem é não invasiva, barata e indolor. Narizes eletrônicos, ou eNoses, fornecem uma maneira fácil e barata de analisar amostras de gás. Assim, esse dispositivo pode ser usado para diagnóstico, monitoramento ou fenotipagem de doenças de acordo com perfis respiratórios específicos (perfil de respiração). OBJETIVO: Nesta revisão, resumimos dados que mostram a capacidade do eNose de ser usado como uma ferramenta não invasiva para melhorar o diagnóstico em ambientes clínicos. MÉTODOS: Uma busca orientada pelo PRISMA foi realizada no PubMed e na Biblioteca Cochrane. Apenas estudos realizados em humanos e publicados desde 2000 foram incluídos. RESULTADOS: Um total de 48 artigos originais, 21 revisões e 7 outros documentos foram elegíveis e totalmente analisados. A avaliação da qualidade dos estudos selecionados foi conduzida de acordo com os Padrões para Relato de Precisão Diagnóstica. Doenças obstrutivas das vias aéreas foram as mais estudadas e o Cyranose 320 foi o eNose mais utilizado. CONCLUSÕES: Vários estudos de caso-controle foram realizados para testar essa tecnologia em diversos campos. Mais da metade dos estudos selecionados apresentaram boa precisão. No entanto, existem algumas limitações em relação à metodologia de amostragem, análise, reprodutibilidade e validação externa que precisam ser padronizadas. Além disso, é urgente testar essa tecnologia em populações que pretendem ser tratadas. Assim, é possível pensar na contribuição da análise de COV pelos eNoses em um ambiente clínico.
Farraia et al. (Mon,) investigaram esta questão.