Key points are not available for this paper at this time.
Doenças infecciosas e muitas doenças não infecciosas compartilham mecanismos moleculares comuns. Dentre elas, o estresse oxidativo e a subsequente reação inflamatória se destacam. Distúrbios metabólicos induzidos por agentes externos, sejam patógenos bacterianos ou virais, consumo excessivo de calorias, nutrientes de baixa qualidade ou fatores ambientais, produzem um desequilíbrio entre a produção de radicais livres e os sistemas antioxidantes endógenos; a consequência é a oxidação de lipídios, proteínas e ácidos nucleicos. A oxidação e a inflamação estão intimamente relacionadas, e não importa se o estresse oxidativo e a inflamação representam as causas ou consequências da patologia celular, ambos produzem alterações metabólicas que influenciam a patogênese da doença. Nesta revisão, destacamos duas moléculas-chave na regulação desses processos: Paraoxonase-1 (PON1) e quimiocina (motivo C-C) ligante 2 (CCL2). PON1 é uma enzima associada a lipoproteínas de alta densidade. Ela decompõe peróxidos lipídicos em lipoproteínas e células, participa da proteção conferida por HDL contra diferentes agentes infecciosos e é considerada parte do sistema imunológico inato. Com a deficiência de PON1, a produção de CCL2 aumenta, induzindo a migração e infiltração de células imunológicas em tecidos-alvo e perturbando a função metabólica normal. Essa perturbação envolve vias que controlam a homeostase celular, bem como estados inflamatórios crônicos impulsionados metabolicamente. Portanto, entender essas relações ajudaria a melhorar os tratamentos e, além disso, identificaria novas alvos terapêuticos.
Camps et al. (qui,) estudaram essa questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: