Key points are not available for this paper at this time.
OBJETIVO: Pesquisar tendências do uso de antipsicóticos durante a gravidez e examinar as associações entre o uso de quetiapina ou qualquer antipsicótico e os desfechos obstétricos e neonatais adversos. MÉTODOS: = 35.133). RESULTADOS: Um total de 246 (0,7%) mulheres usaram medicamentos antipsicóticos durante a gravidez e 153 (62,2%) dessas mulheres usaram quetiapina. O uso de antipsicóticos aumentou de 0,4% para 1,0% durante o acompanhamento de 15 anos. Mulheres que usavam antipsicóticos tinham maior probabilidade de fumar, beber álcool, usar drogas ilícitas, usar outros medicamentos psicotrópicos e ter um índice de massa corporal pré-gravidez mais alto. O uso de quetiapina foi associado a um maior risco de aumento de sangramento pós-parto em parto vaginal (aOR 1,65; 95%CI 1,13-2,42), hospitalização neonatal prolongada (≥5 dias) (aOR 1,54; 95%CI 1,10-2,15) e maior proporção de peso placentário para peso ao nascer (PBW ratio) (aB 0,009; 95%CI 0,002-0,016). O uso de qualquer antipsicótico foi associado a um maior risco de diabetes mellitus gestacional (aOR 1,64; 95%CI 1,19-2,27), aumento de sangramento pós-parto em parto vaginal (aOR 1,50; 95%CI 1,09-2,07), hospitalização neonatal prolongada (≥5 dias) (aOR 2,07; 95%CI 1,57-2,73) e maior proporção de PBW (aB 0,007; 95%CI 0,001-0,012). CONCLUSÃO: O uso de medicamentos antipsicóticos aumentou entre grávidas finlandesas de 2002 a 2016. Mulheres grávidas que usam antipsicóticos parecem ter um maior risco de alguns desfechos adversos na gravidez e no nascimento e podem se beneficiar de acompanhamentos de cuidados maternos mais frequentes.
Kananen et al. (Sun,) estudaram essa questão.