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(1) Contexto: A previsão da evolução das lesões cervicais é um desafio para os clínicos. O estudo prospectivo teve como objetivo determinar e comparar a precisão preditiva da citologia, genotipagem do HPV e coloração dupla p16/Ki67, isoladamente ou em combinação com fatores de risco pessoais, para a previsão de progressão, regressão ou persistência de lesões cervicais em pacientes infectados pelo papilomavírus humano (HPV); (2) Métodos: Este estudo prospectivo incluiu pacientes positivos para HPV com ou sem lesões cervicais que foram acompanhados. Estatísticas descritivas e análise de sensibilidade para testes de índice individuais ou combinados foram utilizadas para a análise de dados; (3) Resultados: A maior performance preditiva para a progressão das lesões cervicais foi alcançada por um modelo que compreendia um exame de Papanicolau sugestivo de lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL), a presença de cepas de HPV 16/18, um resultado positivo na coloração dupla p16/Ki67, juntamente com a presença de pelo menos 3 fatores de risco clínicos, que teve uma sensibilidade (Se) de 74,42%, uma especificidade de 97,92%, uma área sob a curva de operação do receptor (AUC) de 0,961 e uma acurácia de 90,65%. A previsão da regressão ou persistência das lesões cervicais foi modesta; (4) Conclusões: Testes múltiplos ou novos biomarcadores devem ser utilizados para melhorar a vigilância de pacientes positivos para HPV, especialmente para a previsão de regressão ou persistência de lesões cervicais.
Gîscă et al. (Wed,) estudaram essa questão.