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A demência é um termo guarda-chuva para um amplo grupo de doenças neurodegenerativas associadas à idade. Estima-se que a demência afete 50 milhões de pessoas em todo o mundo e que a doença de Alzheimer (DA) seja responsável por até 75% dos casos. Pequenas placas senis extracelulares compostas por agregados filamentares da proteína amiloide β (Aβ) tendem a se ligar a receptores neuronais, afetando a neurotransmissão colinérgica, serotoninérgica, dopaminérgica e noradrenérgica, levando à neuroinflamação, entre outros processos patofisiológicos e subsequente morte neuronal, seguida de demência. A hipótese da cascata amiloide aponta para um processo patológico na clivagem da proteína precursora de amiloide (APP), resultando em Aβ patológico. Há uma estreita relação entre as patologias que levam à demência e à depressão. Estima-se que a depressão é prevalente em até 90% dos indivíduos diagnosticados com a doença de Parkinson, com severidade variável, e em 20 a 30% dos casos da doença de Alzheimer. O eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HPA) é o grande intermediário entre os mecanismos patofisiológicos nas doenças neurodegenerativas e a depressão. Esta revisão discute o papel da proteína Aβ nos mecanismos patofisiológicos da demência e da depressão, considerando o eixo HPA, a neuroinflamação, o estresse oxidativo, as vias de sinalização e a neurotransmissão.
Santos et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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