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Embora os participantes da UE e do Reino Unido nas negociações do Brexit enfatizem o papel que a confiança e a desconfiança desempenharam para eles, as pesquisas existentes sobre o Brexit em grande parte desconsideraram esse fator. Do ponto de vista da confiança, as retiradas de organizações internacionais são eventos altamente significativos. Quando os estados deixam uma instituição comum e sua relação um com o outro é privada de certezas institucionais anteriores, a confiança torna-se tanto necessária quanto precária. Baseando-se em insights da pesquisa de confiança em Relações Internacionais, argumentamos que os antigos parceiros avaliam se o outro lado pode ser confiável com base em dois tipos de sinais: sinais de benevolência e de integridade. Nossa análise mostra que, durante o governo de Boris Johnson, a UE perdeu a confiança na benevolência e integridade do governo do Reino Unido, principalmente porque o Reino Unido repetidamente falhou em honrar compromissos anteriores. O governo de Rishi Sunak contrapôs os sinais enviados por seu antecessor. Ao demonstrar sua integridade e benevolência, conseguiu reconstruir a confiança e facilitou a conclusão do 'Windsor Framework'. Isso não apenas ilumina uma dimensão pouco pesquisada do processo do Brexit. Também contribui para a pesquisa sobre confiança, que ainda não reconheceu totalmente tanto a importância dos sinais de confiabilidade quanto as transições de liderança na criação de janelas de oportunidade para mudanças nas dinâmicas de confiança.
Christian et al. (Sun,) estudaram esta questão.