A inteligência artificial (IA) está mudando rapidamente o campo da comunicação em saúde. Redatores médicos, que são centrais para tornar a informação médica complexa compreensível e utilizável, agora enfrentam novas oportunidades e novos riscos. A IA pode acelerar a criação de conteúdo, melhorar a eficiência do fluxo de trabalho e escalar a produção. Ao mesmo tempo, ela introduz preocupações relacionadas a viés, precisão e responsabilidade. Este artigo foca em 3 tipos principais de viés que afetam o conteúdo gerado por IA: viés orientado por dados, viés algorítmico e viés humano. Esses viéses geralmente surgem de dados de treinamento não representativos, design de sistema falho ou falta de compreensão contextual. Se não forem controlados, podem levar à desinformação e agravar as disparidades de saúde. Redatores médicos desempenham um papel crítico na mitigação desses riscos, avaliando as saídas da IA quanto à precisão, completude e justiça. Quando guiados por padrões claros, práticas colaborativas e julgamentos editoriais sólidos, os redatores médicos podem ajudar a garantir que a IA apoie uma comunicação em saúde ética, equitativa e eficaz. Este artigo oferece estratégias práticas para ajudar os redatores médicos a integrar ferramentas de IA de forma responsável, sem comprometer a integridade, ética ou equidade para o paciente na comunicação em saúde.
Miguel et al. (Qui,) estudaram essa questão.