O estudo identificou três fenótipos distintos de OSA, com o cluster severo–obeso–hipoxêmico exibindo um AHI de 74.9 e 76% de prevalência de distúrbios metabólicos.
Outro
No
Variáveis derivadas de oximetria podem identificar fenótipos distintos e clinicamente significativos de OSA que oferecem melhor estratificação de risco do que a classificação tradicional baseada no AHI.
Absolute Event Rate: 0% vs 0%
Contexto: A apneia obstrutiva do sono (OSA) é um distúrbio heterogêneo associado a uma morbidade cardiometabólica e neurocognitiva substancial. Embora o índice de apneia-hipopneia (AHI) permaneça a medida convencional da gravidade da OSA, ele reflete apenas parcialmente a complexidade fisiopatológica subjacente. Evidências crescentes indicam que a hipoxemia noturna pode ser um marcador mais poderoso de desfechos adversos do que a frequência de eventos isoladamente. Portanto, este estudo teve como objetivo identificar fenótipos distintos de OSA com base em características derivadas de oximetria e avaliar se esses perfis oferecem uma visão clínica adicional além da classificação tradicional baseada no AHI. Métodos: Este estudo retrospectivo multicêntrico, parte do projeto Viver com OSA e CPAP: A Experiência da Região da Apúlia, incluiu 1386 adultos diagnosticados com OSA em 15 centros de sono no Sul da Itália. Dados clínicos, antropométricos e polissonográficos (PSG) padronizados foram coletados. Uma análise de agrupamento hierárquico foi realizada com base nas variáveis derivadas da oximetria PSG. Os clusters resultantes foram comparados em relação às características demográficas, clínicas, hipoxêmicas e terapêuticas. Resultados: Surgiram três clusters reprodutíveis. O Cluster 1 (leve–não obesos) incluiu pacientes mais jovens e magros com AHI mais baixo (22.9 ± 10.5 eventos·h−1), desaturação mínima (T90 5.6 ± 7.6%) e comorbidades limitadas. O Cluster 2 (severo–obeso–hipoxêmico) representou o fenótipo mais crítico, caracterizado por obesidade acentuada (IMC 39.2 ± 8.2 kg·m−2), OSA severa (AHI 74.9 ± 17.9 eventos·h−1), hipoxemia noturna profunda (T90 51.5 ± 28.2%) e alta prevalência de distúrbios metabólicos (76%), exigindo pressões de CPAP mais altas e suplementação frequente de oxigênio. O Cluster 3 (mais velho–comórbido) compreendeu homens mais velhos (63.7 ± 11.8 anos) com OSA moderada a severa (AHI 44.8 ± 15.2 eventos·h−1) e múltiplas comorbidades cardiometabólicas. Conclusões: Variáveis derivadas de oximetria identificam fenótipos de OSA distintos e clinicamente significativos que vão além da classificação tradicional baseada no AHI. Reconhecer subtipos impulsionados pela hipoxemia pode melhorar a estratificação de risco e permitir estratégias de gerenciamento mais personalizadas na prática clínica.
Resta et al. (Sat,) relataram um outro. O estudo identificou três fenótipos distintos de OSA, com o cluster severo–obeso–hipoxêmico apresentando um AHI de 74,9 e 76% de prevalência de distúrbios metabólicos.