As startups — empresas recém-estabelecidas com alto potencial de crescimento — tornaram-se motoras fundamentais da expansão econômica no século XXI. Este artigo examina a relação multidimensional entre a atividade empreendedora de startups e o crescimento macroeconômico. Baseando-se nas teorias schumpeterianas da destruição criativa, em dados empíricos do Global Entrepreneurship Monitor e em análises comparativas de ecossistemas de startups proeminentes em todo o mundo, o artigo argumenta que as startups contribuem para o crescimento econômico através de cinco canais inter-relacionados: criação de empregos, inovação tecnológica, aumento de produtividade, competição de mercado e estímulo ao investimento direto estrangeiro. A pesquisa explora ainda as condições estruturais — incluindo acesso ao capital, ambientes regulatórios e infraestrutura educacional — que facilitam ou impedem o crescimento impulsionado por startups. A atenção especial é dada ao ecossistema de startups em rápida expansão da Índia como um estudo de caso sobre desenvolvimento empreendedor habilitado por políticas. O artigo conclui que governos e instituições que priorizam ecossistemas empreendedores por meio de intervenções políticas direcionadas podem desbloquear um desenvolvimento econômico significativo e sustentado, fazendo com que o crescimento liderado por startups não seja um acidente fortuito das forças de mercado, mas um resultado engenheirável de políticas públicas deliberadas.
Samaksh Jain (Qui,) estudou essa questão.