Este artigo propõe o princípio filosófico da manifestação, destinado a resolver a longa contradição entre preformismo (a forma é pré-dada) e epigênese (a forma surge da matéria amorfa). O autor distingue dois níveis: os tipos básicos de organização material (por exemplo, matéria física não viva e matéria viva) e as variações dentro desses tipos. Os primeiros são ontologicamente pré-dados e não surgem através da evolução; eles apenas “manifestam” (tornam-se atualizados) quando a complexidade necessária é atingida. As variações – do segundo grupo – evoluem aleatoriamente, seguindo mecanismos darwinianos e pós-darwinianos. Esta distinção nos permite manter todo o corpo de dados evolutivos (evolução convergente, adaptações, especiação) enquanto rejeitamos a afirmação metafísica de que a evolução pode explicar a origem dos próprios tipos (por exemplo, como a vida surgiu da não-vida). O princípio da manifestação tem implicações concretas para várias ciências: para a física, explica o ajuste fino de constantes fundamentais; para a biologia, explica a evolução convergente; para as ciências humanas e sociais, explica a emergência independente de instituições sociais e estruturas matemáticas semelhantes; para a filosofia da ciência, oferece uma linguagem comum para o diálogo interdisciplinar e um critério de demarcação. O princípio da manifestação não é uma “descoberta” no sentido estrito, mas uma síntese e reformulação de intuições filosóficas de longa data (de Aristóteles e Leibniz a Waddington e Ellis) em uma estrutura operacional compatível com a ciência evolutiva. Pode servir como uma ponte entre física, biologia, ciências humanas e filosofia, bem como uma ferramenta heurística para novas pesquisas.
Alexander Yourievitch Kotelnikov (Sun,) estudou esta questão.
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