Resumo O cerne da governança universitária reside em equilibrar as tensões entre controle estatal, autonomia acadêmica e forças de mercado. O Brasil, como grande nação em desenvolvimento detentora do maior sistema de ensino superior da América Latina, oferece um caso paradigmático para decifrar a evolução desse triângulo de poder. Utilizando o modelo de coordenação de Burton R. Clark, este artigo analisa a trajetória secular da governança universitária brasileira, argumentando que sua história é marcada não por uma linearidade, mas por oscilações pendulares entre os vértices do triângulo. O estudo identifica fases distintas de domínio estatal, oligarquia acadêmica e, mais recentemente, da lógica de mercado sob a Nova Gestão Pública, que hoje se confronta com a intervenção populista. A análise conclui que o dilema brasileiro – entre autonomia formal e controles sempre reconfigurados – ilumina os desafios fundamentais de construir uma governança resiliente em contextos democráticos periféricos, onde a universidade permanece um campo de batalha para projetos nacionais em disputa.
Maomao Qin (Tue,) studied this question.
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