A Tuina é uma terapia manual chinesa tradicional que se distingue da massagem genérica por suas manipulações baseadas em acupontos e meridianos, e é comumente usada no manejo de distúrbios neurológicos e musculoesqueléticos, embora seus mecanismos biológicos subjacentes permaneçam incompletamente definidos. Esta revisão resume as evidências experimentais e clínicas atuais sobre os processos neurobiológicos associados à terapia Tuina, com foco na modulação da dor e na reparação neural. As evidências disponíveis sugerem que a estimulação mecânica durante a Tuina pode ativar canais iônicos mecanossensíveis, incluindo o potencial receptor transitório vaniloide (TRPV)1, o potencial receptor transitório ankyrin 1 (TRPA1) e canais Piezo, modulando assim a sinalização nociceptiva, as vias inflamatórias relacionadas ao óxido nítrico (NO)-monofosfato cíclico de guanosina (cGMP)-quinase proteica G (PKG) e receptor toll-like 4 (TLR4)/fator nuclear kappa B (NF-κB), a mecanotransdução associada a Piezo1/Piezo2 e YAP/TAZ, neurotransmissores e neuropeptídeos, e circuitos inibitórios descendentes da dor envolvendo o sistema do cinza periaquedutal (PAG)-medula ventromedial rostral (RVM). Além disso, evidências emergentes indicam que a Tuina pode afetar processos neuroplásticos periféricos e centrais, incluindo a modulação da excitabilidade neuronal, atividade glial e redes funcionais do cérebro. Embora essas descobertas forneçam uma estrutura mecanicista para entender os efeitos clínicos relatados em condições como dor neuropática (NP), dor lombar (LBP), distúrbios cervicais e dor de cabeça, a heterogeneidade no design do estudo e nos protocolos de intervenção limita conclusões definitivas. Mais estudos mecanicistas bem projetados e ensaios clínicos padronizados são necessários para esclarecer o papel da Tuina na regulação da dor e na neuroplasticidade, e para apoiar sua aplicação baseada em evidências na prática clínica.
Nasb et al. (Qui,) estudaram essa questão.