Este artigo explora as implicações metodológicas e teológicas de começar a pesquisa eclesiológica empírica não com a igreja, mas com o Reino de Deus. Baseando-se na epistemologia escatológica de Jürgen Moltmann, desenvolve dois conceitos centrais—reversão e ordem—para argumentar que o conhecimento do Reino surge não através da observação desapegada, mas através da participação comunitária e atenta na realidade vivida. Usando “experiências de abundância” como uma operacionalização do Reino, o artigo examina como essa mudança de ponto de partida remodela a eclesiologia empírica ao enfatizar o discernimento como uma prática metodológica essencial. Situado dentro de debates em andamento sobre teologia etnográfica e abordagens qualitativas, o artigo argumenta que a pesquisa empírica serve como um meio de ser conduzido ao conhecimento teológico em vez de produzi-lo. Conclui que a eclesiologia deve ter uma atitude receptiva e uma metodologia participativa, fundamentada na vida concreta onde a realidade do Reino se torna perceptível.
Marten van der Meulen (Quar,) estudou esta questão.