As doenças neurodegenerativas englobam vários distúrbios que compartilham uma característica patológica central de dano progressivo e perda neuronal. A doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo progressivo marcado pela degeneração de neurônios dopaminérgicos e pela acumulação de agregados de α-sinucleína, levando a déficits motores significativos. As limitações atuais no diagnóstico precoce e no tratamento direcionado apresentam uma necessidade crítica por abordagens inovadoras. Materiais nanométricos baseados em carbono (CBNPs), como grafeno, nanotubos de carbono (CNTs) e fulerenos, surgiram como ferramentas promissoras para enfrentar esses desafios devido às suas propriedades elétricas, mecânicas e biocompatíveis excepcionais. Esta revisão destaca as aplicações dos CBNPs na DP, incluindo seu uso como agentes neuroprotetores que mitigam o estresse oxidativo, sistemas de liberação de medicamentos capazes de atravessar a barreira hematoencefálica e biossensores altamente sensíveis para a detecção precoce de biomarcadores da DP. Além disso, avanços recentes demonstram seu possível papel como agentes teranósticos na DP. Embora o potencial dos CBNPs seja significativo, preocupações em relação à segurança a longo prazo, biocompatibilidade e escalabilidade translacional permanecem. A pesquisa contínua e o aprimoramento são essenciais para desbloquear todo o potencial clínico dos CBNPs no diagnóstico e tratamento da DP.
Lafi et al. (Qua,) estudaram essa questão.