A endometriose, apesar de sua alta prevalência, é subdiagnosticada e mal gerida devido à falta de biomarcadores clinicamente validados e compreensão fisiopatológica. Células-tronco derivadas do sangue menstrual (MenSCs) têm sido implicadas na patogênese da doença, mas seu potencial diagnóstico permanece inexplorado. Conduzimos um estudo clínico (n=42; 19 endometriose, 23 controles) para avaliar se os perfis de metilação do DNA de MenSCs isoladas recentemente podem identificar biomarcadores específicos da doença. O sequenciamento de metilação do genoma inteiro revelou regiões diferencialmente metiladas (DMRs) enriquecidas em genes ligados às características da endometriose (por exemplo, inflamação, remodelação de tecidos, desenvolvimento). Essas DMRs distinguiram robustamente casos de controles, independentemente de variáveis técnicas e clínicas. Modelos de aprendizado de máquina treinados e validados nessas DMRs alcançaram alta performance diagnóstica (especificidade 83%, sensibilidade 79%). A integração com um conjunto de dados independente de sequenciamento de RNA de célula única mostrou que as DMRs podem modular a expressão gênica, apoiando ainda mais sua relevância biológica. Esses achados posicionam a perfilagem de metilação do DNA de MenSCs como uma abordagem promissora e não invasiva para o diagnóstico precoce de endometriose e cuidado personalizado.
Tiniakou et al. (Sab,) estudaram essa questão.
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