RESUMO A pandemia de influenza de 1918 foi um evento de mortalidade significativo que é bem compreendido em seus impactos heterogêneos próximos, mas seus impactos de longo prazo sobre a desigualdade são menos compreendidos. Dentro da antropologia, estruturas evolutivas como as transições epidemiológicas, a antropologia biocultural e a medicina evolutiva podem dar significado a explicações finais para as consequências de longo prazo das pandemias. Busco identificar e moldar a lacuna na literatura sobre a pandemia de influenza de 1918 em torno da análise das desigualdades pós-pandêmicas em comparação com as desigualdades anteriores e durante a pandemia. Discuto seis trabalhos que abordam as consequências na demografia e epidemiologia das populações sobreviventes e 11 trabalhos que interagem com a hipótese das origens fetais para entender os impactos desiguais de longo prazo em coortes expostas a ambientes intrauterinos estressantes durante a pandemia. Contextualizo o conhecimento existente sobre impactos desiguais dentro da teoria antropológica evolutiva e argumento que a antropologia evolutiva é bem adequada para liderar pesquisas holísticas sobre os determinantes finais das consequências pandêmicas de longo prazo.
Taylor P. van Doren (Sáb,) estudou esta questão.
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