A terapia com células T com receptor de antígeno quimérico (CAR-T) enfrenta desafios significativos no tratamento de tumores sólidos, particularmente devido à heterogeneidade tumoral e ao complexo microambiente tumoral. Esses desafios destacam a necessidade de modelos confiáveis de avaliação pré-clínica. Modelos tradicionais in vivo, comumente usados para avaliar a eficácia da CAR-T, muitas vezes não conseguem representar adequadamente o contexto do sistema imunológico humano. Nos últimos anos, vários modelos in vitro foram desenvolvidos para simular melhor o ambiente tumoral in vivo e avaliar a eficácia das células CAR-T. Esta revisão resume as metodologias comumente empregadas na construção de modelos in vitro, incluindo culturas celulares 2D tradicionais, esferoides, organoides, bioprinting 3D e modelos de tumor em chip. Ênfase especial é colocada na criação de microambientes tumorais biomiméticos nos modelos de organoides em chip para avaliar a potência e segurança da terapia CAR-T no contexto do tratamento de tumores sólidos.
Sun et al. (Qua,) estudaram esta questão.