Resumo As temperaturas da superfície do mar (TSM) do Pacífico Tropical exibem um forte gradiente leste‐oeste de fundo, que se intensificou entre 1982 e 2024. Essa tendência não é bem capturada pelos modelos climáticos globais, mas se isso se deve a viés do modelo ou variabilidade interna permanece incerto. Neste estudo, introduzimos uma métrica semi-Lagrangiana baseada na diferença entre os 50% mais quentes e mais frios das TSMs do Pacífico Tropical (independentemente de sua localização), que aumenta a razão sinal-ruído, limitando a variabilidade de forma mais eficaz do que as caixas fixas leste-oeste usadas em estudos anteriores. Ao implementar essa métrica, nosso estudo mostra que a consistência entre as tendências modeladas e observadas está além de improvável, tornando-se virtualmente impossível. Determinamos que o maior contribuidor para as tendências imprecisas do modelo é os 5% mais frios, correspondendo à região de ressurgência costeira ao largo do Peru e do Chile. Também mostramos que um estado médio do modelo melhorado nesta região não leva necessariamente a uma tendência aprimorada.
Conde et al. (sex,) estudaram esta questão.