Este estudo examina criticamente os papéis das mulheres na civilização indiana do século VI a.C. ao século XI d.C., utilizando uma abordagem multidisciplinar que integra descobertas arqueológicas — como sepultamentos, arte e inscrições — com fontes literárias incluindo escrituras religiosas, crônicas e relatos estrangeiros. A análise vai além dos binários convencionais de opressão e empoderamento, oferecendo uma visão nuançada das experiências vividas pelas mulheres em diversos períodos históricos. Usando historiografia feminista e quadros feministas ambientais, o artigo explora como o conhecimento ecológico e a liderança das mulheres persistiram desde sociedades antigas até movimentos contemporâneos, como o movimento Chipko e o Narmada Bachao Andolan. Destaca a evolução dinâmica dos papéis das mulheres desde a proeminência espiritual no Vale do Indo e a agência política nas cortes medievais até a resistência em modernos movimentos de justiça ambiental. O estudo mostra que as contribuições das mulheres não foram periféricas nem estáticas, mas continuamente moldadas por contextos regionais, ecológicos e sociopolíticos. Este trabalho contribui para os estudos de gênero ao recuperar vozes marginalizadas e vincular a investigação histórica a preocupações contemporâneas sobre igualdade de gênero e desenvolvimento sustentável.
Fatima et al. (Sat,) estudaram esta questão.