Pesquisas presenciais foram tradicionalmente consideradas o "padrão ouro" na coleta de dados. No entanto, devido ao declínio nas taxas de resposta e ao aumento dos custos, elas foram amplamente substituídas por métodos autoaplicados. Essa tendência foi ainda mais acelerada pela pandemia de COVID, que levou até mesmo grandes pesquisas científicas a adotarem modos de auto preenchimento. Usando evidências da Pesquisa Social Europeia da Suíça (ESS) e da Medição e Observação de Atitudes Sociais na Suíça (MOSAiCH)—sendo a primeira a intenção de transição e a última já tendo realizado, este artigo examina as implicações da transição de entrevistas presenciais para questionários de auto preenchimento para a qualidade das medidas políticas, que são as mais frequentemente utilizadas pelos estudiosos. Nossas análises são baseadas em questionários telefônicos, da web e por correio do experimento de modo misto LIVES-FORS e entrevistas presenciais da ESS 2012. Os resultados não mostram grandes diferenças de modo em favor das entrevistas pessoais em termos de medidas políticas. Pelo contrário, os modos telefônico, web e em papel podem oferecer mais vantagens em certas situações. Para entender melhor as implicações da transição de modo pretendida na ESS, análises adicionais foram realizadas com MOSAiCH, que possui os mesmos padrões de qualidade que a ESS e mudou de uma pesquisa presencial para um modo de auto-pesquisa já em 2018. Os achados sugerem que uma mudança para questionários autoaplicados pode fornecer estimativas políticas de qualidade semelhante às das entrevistas presenciais.
Alkoç et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.
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