A realização de que a célula é abundantemente compartimentalizada em condensados biomoleculares abriu novas oportunidades para entender a física e a química subjacentes a muitos processos celulares, mudando fundamentalmente o estudo da biologia. O termo condensado biomolecular refere-se a assembléias não estequiométricas compostas por múltiplos tipos de macromoléculas nas células, que ocorrem por meio de transições de fase e podem ser investigadas utilizando conceitos da física da matéria condensada. Como tal, estão intimamente relacionados a sistemas aquosos bifásicos e emulsões água-em-água. Condensados possuem propriedades emergentes ajustáveis, como interfaces, tensão interfacial, viscoelasticidade, estrutura de rede, permissividade dielétrica e, às vezes, gradientes de pH entre fases e potenciais elétricos. Eles podem se formar espontaneamente em resposta a condições celulares específicas ou a processos ativos, e as células aparentam ter mecanismos para controlar seu tamanho e localização. Importante, em contraste com organelas envolvidas por membranas, como mitocôndrias ou peroxissomos, condensados não requerem a presença de uma membrana ao seu redor.
Alberti et al. (Terça,) estudaram essa questão.