Tratamentos térmicos para câncer, como a RFA, necessitam de uma cuidadosa regulação da entrada de energia para melhorar a necrose tumoral e minimizar a lesão do tecido normal adjacente. A Equação Clássica de Transferência de Bioenergia (BHTE), que é geralmente utilizada para simular o transporte de calor em tecidos, não leva em consideração respostas fisiológicas essenciais, como a perfusão dependente de temperatura e a quiescência metabólica. Um modelo de BHTE modificado, associado a equações de viabilidade celular dinâmica, é utilizado para descrever respostas biológicas realistas para o aquecimento. Ao empregar um solucionador híbrido, o modelo incorpora a perfusão sensível à temperatura, a geração de calor metabólico em decaimento exponencial e as dinâmicas de crescimento logístico para células cancerígenas e normais. O integral de dano de Arrhenius foi utilizado como um indicador de dano térmico irreversível, e seu uso clínico foi desenvolvido. Foi mostrado que, ao introduzir a influência de mecanismos de feedback fisiológico, a previsão de zonas necróticas e lesão do tecido normal diminui. Estudos de otimização em relação a fatores diversos do paciente e ambientais, ou seja, taxas de perfusão, temperaturas ambiente – também apresentam as capacidades deste sistema no planejamento de terapia personalizada.
Kosgei et al. (Sat,) estudaram esta questão.