Este artigo revisa a literatura existente sobre automação e IA em compras e explora os limites e oportunidades para a aplicação de inteligência artificial (IA) em sistemas de compras eletrônicas, considerando a transformação digital em andamento nos setores público e corporativo (Vital IT Pros, 2024). A distinção entre automação baseada em regras e algoritmos de aprendizado de máquina (ML) é enfatizada. O estudo fundamenta as áreas onde soluções de IA podem ser aplicadas de forma eficaz nos processos de compras – desde análises preditivas até o processamento de documentação de licitações por meio de ferramentas de processamento de linguagem natural (NLP). As bases regulatórias e metodológicas para a implementação da IA são analisadas, incluindo a Lei da IA da UE, a ISO 20400 e o Padrão de Dados de Contratação Aberta (OCDS), enquanto barreiras chave são identificadas – técnicas, éticas e legais. Os riscos de viés algorítmico, opacidade e delegação de tomada de decisão a sistemas autônomos são discutidos. Um conjunto de recomendações é proposto para a implementação de IA em plataformas de e-procurement de forma transparente, ética e funcionalmente relevante, levando em consideração as perspectivas das partes interessadas.
Zorina et al. (Sex,) estudaram esta questão.