Este artigo considera a premissa de que uma vida significativa exige religião. Por meio de entrevistas profundas com quinze indivíduos autoidentificados como não-religiosos, exploramos como eles navegam questões existenciais, particularmente aquelas relacionadas a problemas teodiceanos de doença, morte e sofrimento. Nossos achados revelam que, embora os entrevistados ocasionalmente lutem com sentimentos de falta de significado, precisamente sua descrença em um significado último lhes proporciona um senso de liberdade, alívio e aceitação. O mecanismo por trás disso é a ironia, constituindo uma forma de consciência que reconhece paradoxal e ludicamente as contingências e incertezas da existência. Concluímos que essa forma irônica de consciência não apenas fornece significado a uma vida percebida como sem sentido, mas leva esses não-religiosos a se diferenciarem socialmente de pessoas (religiosas) que acreditam que a vida tem um significado intrínseco.
Peters et al. (Wed,) estudaram esta questão.
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