Resumo: O que acontece quando um único livro se torna múltiplo? Quais relações e processos são ativados à medida que um livro viaja por diferentes territórios e é recriado por diferentes pessoas, em diferentes lugares, com diferentes ideias, experiências e materiais? Este ensaio considera essas perguntas ao examinar as práticas e produtos de redes de pequenas editoras radicais na América Latina, aproveitando insights dos campos em crescimento dos estudos de tradução feminista e bibliografia feminista. Na última década, a publicação radical na América Latina foi profundamente impactada pelos novos movimentos feministas. Nesse contexto, o livro impresso tornou-se um local renovado de intervenção política, cultural e econômica, com experimentações florescendo em torno das formas de produção de conhecimento e cultura material que podem fomentar e promover solidariedade transnacional, conectando diversas comunidades de leitores através de territórios. Através da história das múltiplas edições de O Livro em Movimento, exploro como a materialidade dos livros impressos pode ser compreendida como um local de vários modos de tradução feminista, não apenas linguístico, mas também cultural, econômico e político. Ao fazer isso, argumento que essas operações de tradução articulam e tornam visíveis redes heterogêneas de produtores, enquanto expandem radicalmente as compreensões e as possibilidades de leitura.
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Magalí Rabasa
Revista de estudios hispánicos
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Magalí Rabasa (Sat,) estudou esta questão.
synapsesocial.com/papers/68bb3d5b2b87ece8dc9562e3 — DOI: https://doi.org/10.1353/rvs.2025.a967596