As Mulheres Muçulmanas na Índia continuam a ser estudadas como sujeitos passivos e uma minoria dentro de uma minoria. O foco nessas mulheres é dominado pelo aspecto social de suas vidas e gira em torno do purdah e de sua opressão sob uma ‘lei pessoal opressiva’. O Estado também se collude em manter essa imagem das mulheres muçulmanas, pois ajuda convenientemente a promover sua própria agenda de ‘disciplinar’ o homem muçulmano. Com a ajuda do atual debate sobre cidadania na Índia, este artigo tentou entender a natureza da presença/ausência da mulher muçulmana no discurso. Como elas se inseriram nesse debate e qual tem sido seu papel? Observando de perto a condição das mulheres muçulmanas em Assam, o único estado que já passou pelo processo de atualização do Registro Nacional de Cidadãos, este artigo tentará localizar as mulheres muçulmanas frequentemente relegadas à esfera privada no discurso politico-jurídico da cidadania. Este artigo também tentará entender como a posição das mulheres muçulmanas dentro de suas próprias comunidades impactou sua identidade como cidadãs civis.
Parvin Sultana (Sat,) estudou esta questão.
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