Contexto: os terremotos representam um dos desastres naturais mais destrutivos para áreas urbanas, especialmente em países com alta informalidade na construção e escasso controle técnico. A avaliação da vulnerabilidade sísmica de edifícios é crucial para prevenir colapsos e mitigar riscos urbanos. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo revisar criticamente as abordagens metodológicas desenvolvidas entre 2000 e 2025 para avaliar a vulnerabilidade sísmica, identificando suas contribuições, limitações e desafios atuais. Método: A metodologia empregada foi uma revisão sistemática da literatura (RSL), aplicada sob as diretrizes do PRISMA. Cinquenta e sete estudos foram selecionados da base de dados Scopus após aplicar critérios de inclusão/exclusão relacionados a idioma, disponibilidade de texto completo, relevância temática e tipo de documento. A revisão responde a quatro questões de pesquisa abordando fatores estruturais, aplicação normativa, modos de falha e desafios metodológicos. Resultados: A evolução dos métodos tradicionais para abordagens mistas e integradas, combinando inspeção visual, inteligência artificial, modelos numéricos e ferramentas de SIG, é destacada. Fatores estruturais-chave como rigidez, idade, configuração geométrica e qualidade da construção foram identificados. Em relação às regulamentações, sua aplicação parcial e desigual foi evidenciada, especialmente em regiões com construção informal. Os tipos mais comuns de falhas incluíram pisos moles, colunas curtas, torção estrutural e colapso progressivo. Conclusão: a revisão confirma que, embora haja avanços significativos em metodologias e tecnologia aplicada, lacunas técnicas e sociais persistem. Recomenda-se a transição para modelos mais contextualizados, inclusivos e escaláveis, além de integrar estratégias de reforço estrutural e participação da comunidade em processos de mitigação de riscos sísmicos.
Fernandez-Romero et al. (qui,) estudaram essa questão.