Este estudo adota uma abordagem orientada a recursos para examinar os efeitos diretos, indiretos e moderadores da autoestima (AE), apoio social percebido (ASP) e gênero na relação entre a exposição à violência política (EVP) e os sintomas de internalização e externalização. Pesquisas anteriores mostraram que, apesar de serem expostas à violência política com menos frequência do que os homens, as mulheres, incluindo meninas adolescentes, tendem a relatar níveis mais elevados de problemas de saúde mental. Com base nessas constatações, o presente estudo explora as diferenças de gênero nos caminhos mediadores e moderadores que ligam a EVP aos resultados de saúde mental. Os dados foram coletados de uma amostra aleatória estratificada de 2.721 adolescentes palestinos (M idade = 16,01, DP = 0,94; 58% meninas) residindo na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. As descobertas indicaram que a EVP estava associada tanto a sintomas de internalização quanto de externalização em toda a amostra. Meninas relataram níveis mais altos de sintomas de internalização do que os meninos após a EVP. As análises de moderação revelaram que a AE mitigou os efeitos da EVP nos sintomas entre ambos os gêneros, particularmente entre as meninas. Em contraste, o ASP não moderou significativamente essas relações. Um caminho de mediação sequencial emergiu, mostrando que a baixa AE estava associada a níveis mais baixos de ASP entre as meninas. Essas descobertas ressaltam a importância de considerar as diferenças de gênero na compreensão da resiliência à violência política. Elas destacam a interação complexa de fatores de proteção e risco que moldam o funcionamento psicológico dos jovens em ambientes politicamente instáveis.
Sokar et al. (Qua,) estudaram essa questão.