A agressão armada da Federação Russa causou danos ambientais sistêmicos ao território da Ucrânia, o que requer a formação de mecanismos compensatórios e legais unificados, consistentes com os padrões internacionais e europeus. O artigo analisa abordagens modernas para a qualificação legal do dano ambiental, sua avaliação e compensação na legislação nacional da Ucrânia, a fim de desenvolver um mecanismo abrangente de resposta legal aos desafios da guerra. A pesquisa tem como objetivo analisar a natureza jurídica do dano ambiental no contexto do conflito militar e fundamentar abordagens para sua compensação no contexto da recuperação pós-guerra e da sustentabilidade dos ecossistemas. A metodologia da pesquisa baseia-se em uma combinação de análise de conteúdo de tratados internacionais, normas do acervo da UE, legislação ucraniana, jurisprudência (do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), da Comissão de Compensação das Nações Unidas (CCNU) e do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH)), bem como uma revisão sistemática de publicações científicas no Google Scholar. A base prática do estudo é complementada pela análise do caso da destruição da usina hidrelétrica de Kakhovka (UHP), dados oficiais da Inspeção Ambiental do Estado (SEI) e relatórios de organizações intergovernamentais. A necessidade de transição de um modelo normativo-calcado para um modelo de recuperação-expenditures de avaliação, a implementação dos princípios dos Limites Planetários, além da introdução de um mecanismo nacional para monitoramento de perdas, foram argumentadas.
Anisimova et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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