As doenças neurodegenerativas são caracterizadas pela perda irreversível e progressiva da função das células nervosas, levando a um declínio cognitivo gradual. Estas doenças frequentemente resultam em deterioração da qualidade de vida e encurtamento da expectativa de vida. As doenças neurodegenerativas mais comuns em humanos são Alzheimer, Parkinson e esclerose lateral amiotrófica. O recente interesse crescente se deve à incidência crescente dessas doenças e à falta de métodos terapêuticos eficazes que poderiam preveni-las. No entanto, compostos bioativos contidos em alimentos e bebidas têm desempenhado um papel significativo a esse respeito. Em particular, um número crescente de relatos sugere a relação inversa entre o consumo de vinho e o desenvolvimento de tais doenças. Os principais componentes do vinho incluem álcool etílico e compostos polifenólicos (obviamente, em uma escala diferente). Os polifenóis do vinho apresentam efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Alguns deles podem atravessar a barreira hematoencefálica e então afetar o funcionamento dos neurônios e outras células. Tal atividade é considerada um fator importante na prevenção de doenças neurodegenerativas relacionadas à inflamação, estresse oxidativo e disfunções mitocondriais. A revisão apresenta o conhecimento atual sobre o impacto do consumo de vinho e seus componentes no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
Zięba et al. (Ter,) estudaram essa questão.